Uso consciente do celular: psicóloga aponta benefícios de se tirar “pausas digitais”

(Foto: Pixabay)
Excesso de informações, notificações constantes… Esses são alguns fatores que leva ao crescimento do número de pessoas que buscam reduzir o tempo diante do celular.
Trata-se da chamada pausa digital: A influenciadora Virginia Fonseca, por exemplo, já relatou que evita o uso do aparelho aos domingos. O movimento reflete uma preocupação crescente com os efeitos da hiperconectividade na saúde mental.
A psicóloga Ticiana Paiva afirma que o uso do celular mantém o cérebro num estado de alerta constante. Ela explica:
“Cada notificação ativa sistemas de recompensa e vigilância, com liberação repetida de dopamina e cortisol. Com o tempo, isso gera fadiga mental, irritabilidade, ansiedade difusa e dificulta o descanso real, mesmo fora do horário de trabalho. O cérebro perde a chance de desacelerar”.
Segundo Ticiana, não é necessário se desconectar por longos períodos para sentir os benefícios. Pausas curtas, entre 10 e 20 minutos longe das telas, já ajudam a reduzir a sobrecarga cognitiva. Ela afirma:
“Esses intervalos permitem que o sistema nervoso saia do modo de ameaça e retorne ao equilíbrio. O humor melhora, a atenção se restaura e a pessoa recupera a sensação de controle interno”.
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Porém, um dos maiores obstáculos à pausa digital é a culpa associada à desconexão. A psicóloga orienta que o caminho para a saúde mental passa por escolhas mais conscientes:
“Silenciar notificações desnecessárias, evitar o celular nos primeiros e últimos momentos do dia e diferenciar uso funcional de uso automático já fazem diferença.
Quando a desconexão é encarada como autocuidado, e não como falha moral, a culpa tende a desaparecer”.
Para a psicóloga, repensar a relação com o digital é um passo essencial para manter a saúde mental. Ela diz:
“Ambientes que não respeitam pausas e limites digitais tendem a adoecer pessoas, mesmo quando parecem produtivos no curto prazo”.
*Com informações de Metrópoles






