Sujeira acumulada no sofá pode agravar quadros de rinite e sinusite

Sofás e estofados sem higienização periódica podem acumular ácaros, fungos e bactérias capazes de agravar quadros de rinite e sinusite, alerta o técnico em higienização Emerson Lins. Em entrevista ao programa Conexão Onda Digital nesta segunda-feira (21/9), o profissional detalhou os riscos da sujeira invisível nos móveis e como funciona o processo de limpeza especializada.
De acordo com o técnico, um sofá pode acumular poeira, cabelo, ácaros, fungos e resíduos de pets sem que o usuário perceba, já que a sujeira se manifesta de forma diferente conforme a cor do tecido: em sofás escuros, a sujidade se camufla e avança de forma silenciosa, enquanto em sofás claros ela aparece mais rápido.
Riscos à saúde
Emerson afirmou que a sujeira acumulada no estofado pode agravar quadros de rinite e sinusite, além de causar irritações na pele. Segundo ele, a proliferação de ácaros e fungos aumenta com a umidade do ambiente. No caso de famílias com pets, o técnico destacou atenção redobrada, já que urina e fezes podem penetrar do tecido até a espuma do estofado, dificultando a remoção completa da sujeira em uma única higienização.
Erros comuns na limpeza caseira
O técnico apontou que o erro mais frequente é o uso de receitas caseiras, como hipoclorito de sódio, vinagre, sal, limão ou produtos multiuso, para tentar remover manchas. Segundo ele, essas substâncias tendem a empurrar a sujeira para as camadas internas do tecido, dificultando a remoção posterior por profissionais. Esfregar o local com a parte abrasiva da esponja também pode danificar o estofado. A recomendação, nesses casos, é usar papel toalha para conter o líquido e acionar um profissional.
Como funciona a higienização profissional
Segundo Emerson, o atendimento começa com a inspeção do espaço sob o sofá e do tipo de tecido, para definir o produto adequado. O processo inclui uma limpeza superficial com produto flotador, seguida de desinfecção com produto à base de hidrogênio, que trata manchas e recupera a cor do tecido.
Depois, o estofado passa por nova aspiração e é preparado para secagem, que leva de duas a três horas com ventilador ou ar-condicionado, ou até seis horas em condições normais. O tempo total do serviço varia conforme o nível de sujidade: cerca de uma hora em casos leves, uma hora e meia em casos médios e até três horas em situações de sujidade extrema.
O técnico também explicou o processo de impermeabilização, feito em uma segunda visita e com produtos inflamáveis, mas seguros, segundo ele. De acordo com Emerson, a impermeabilização evita que líquidos penetrem no tecido, mas não impede o acúmulo de sujeira corporal, sendo necessária manutenção anual mesmo após o procedimento.
Leia mais
Dia Mundial da Higiene das Mãos: veja como lavar corretamente e evitar doenças
Ministério da Saúde amplia rede de UBSs no Norte devido ao El Niño
Frequência recomendada
Para sofás, Emerson recomenda higienização a cada três ou seis meses, a depender do uso, com atenção redobrada em casas com crianças e pets. Tapetes, segundo ele, devem ser lavados a cada quatro meses em residências com maior circulação de pessoas.
Cuidados diários
Como recomendação mais simples para prolongar a limpeza entre uma higienização e outra, Emerson sugeriu evitar comer sobre o sofá, já que restos de alimentos atraem baratas, e manter uma rotina de aspiração semanal ou quinzenal. Sobre o uso de capas protetoras, o técnico afirmou que elas ajudam a reduzir o acúmulo de sujeira, mas não eliminam a necessidade de higienização.





