Copa dos Sabores: o que comer durante a final entre Espanha e Argentina

Espanha e Argentina, que disputam a final da Copa do Mundo da Fifa de 2026 neste domingo (19/7), têm gastronomias tão marcantes e distintas quanto os estilos de jogo das duas seleções. A decisão será realizada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
Enquanto a seleção espanhola tem como principal característica o jogo coletivo, envolvendo atletas como o goleiro Unai Simón, o volante Rodri, o meia Dani Olmo e o atacante Lamine Yamal, a gastronomia do país também se destaca pela diversidade. Frutos do mar, azeites, sopas, embutidos e churros estão entre os símbolos da mesa espanhola.
A seleção argentina, por sua vez, constrói seu futebol em torno de Lionel Messi, com jogadores de todas as posições trabalhando para que o camisa 10 brilhe, assim como fizeram outros ídolos do país, como Maradona, nos anos 1980, e Di Stéfano, na década de 1950. Na culinária argentina, o protagonismo pertence ao churrasco, acompanhado por empanadas, linguiças e outros pratos tradicionais.
Torça e monte um cardápio
Se o apito inicial está marcado para a tarde, a decisão gastronômica pode começar muito antes. Entre paellas, tapas, empanadas e churrasco, o torcedor pode transformar a final entre Espanha e Argentina em uma verdadeira Copa dos Sabores.
A proposta é simples: até o almoço, não é necessário escolher um lado. O cardápio pode reunir o melhor dos dois países finalistas; depois do jogo, o resultado define o menu da comemoração.
Antes de a bola rolar: o cardápio da decisão
A manhã pode começar em clima espanhol, com uma tortilha de batatas cortada em pequenos pedaços e acompanhada de pão rústico com tomate ralado, azeite e jamón serrano. Para beber, café forte, uma tradição compartilhada pelos dois países.
Quem preferir uma opção argentina pode apostar nas tradicionais medialunas, semelhantes aos croissants franceses e geralmente servidas com doce de leite.
Petiscos do pré-jogo
Enquanto os comentaristas fazem suas previsões, dois craques das entradas podem entrar em campo.
Do lado espanhol, uma seleção de tapas: croquetas, azeitonas, queijo manchego, produzido com leite de ovelha, e fatias de jamón.
Do lado argentino, empanadas de carne, frango ou queijo são fáceis de servir e ideais para saborear sem perder nenhum lance da partida.
Almoço da final
É o momento em que as duas cozinhas dividem o protagonismo.
A Espanha entra em campo com uma de suas estrelas: a paella, preparada com arroz, açafrão, legumes, frutos do mar ou carnes bovina e suína. Para dar um toque amazônico ao prato, também é possível acrescentar costelas de tambaqui fritas.
A Argentina responde com o asado, preparado lentamente na churrasqueira e acompanhado de provoleta derretida, linguiças artesanais e o indispensável molho chimichurri.
Depois do apito final, o cardápio depende do campeão
Se a Espanha levantar a taça
A comemoração seguirá em ritmo espanhol. No lanche da tarde, a mesa pode ganhar churros mergulhados em chocolate quente e porções de tapas para prolongar a festa.
No jantar, entram em campo o pulpo à galega — polvo cozido, cortado em rodelas e servido sobre uma base de batatas, com azeite, sal grosso e páprica —, além de croquetas, jamón ibérico e uma nova rodada de paella para quem quiser reviver o sabor da vitória.
A sobremesa fica por conta da tradicional crema catalana, preparada com leite e gemas, espessada com amido de milho e aromatizada com casca de limão e canela. O doce é finalizado com uma crosta de açúcar caramelizado.
Se a Argentina conquistar o título
Se a taça viajar novamente para Buenos Aires, o churrasco poderá continuar aceso.
No lanche da tarde, a opção é o choripán, famoso sanduíche de linguiça preparado na parrilla, acompanhado de alfajores recheados com doce de leite. O alfajor é formado por duas massas redondas unidas por uma generosa camada de recheio.
À noite, o jantar ganha cortes como bife de chorizo, ojo de bife e vacío, acompanhados de saladas, provoleta e chimichurri. No Brasil, alguns desses cortes correspondem a partes do contrafilé.
Para encerrar a comemoração, flan com doce de leite ou mais alfajores completam o cardápio argentino.
Independentemente de quem levante a Copa do Mundo, o torcedor sai vencedor à mesa. Poucas finais colocam frente a frente duas tradições gastronômicas tão respeitadas: a bola decide o campeão, mas o paladar dificilmente escolherá apenas um lado.





