Número de mortes chega a 132 após terremoto na Colômbia

O número de mortos no terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10/8) subiu para 132, segundo a Asocapitales, associação que reúne as capitais das províncias do país. Ao menos 570 pessoas ficaram feridas.
O tremor atingiu principalmente o oeste colombiano e teve epicentro próximo à cidade de San José del Palmar. Os abalos foram sentidos em diferentes regiões do país, incluindo Medellín, Cali e Bogotá, localizada a cerca de 300 quilômetros do epicentro.
O terremoto foi considerado o mais forte registrado na Colômbia na última década. Após o tremor principal, foram registrados pelo menos 21 tremores secundários.
Em diversas cidades, moradores deixaram os imóveis às pressas enquanto prédios e estruturas eram danificados. Em Cali, uma das regiões mais afetadas, pessoas utilizaram as próprias mãos e baldes para retirar destroços antes da chegada das equipes de resgate. Dois prédios se deslocaram e um deles desabou. Parte do teto de uma unidade de saúde também caiu, obrigando pacientes a deixar o local.
Na cidade de Pereira, moradores acompanharam o desabamento de uma estrutura que apresentava sinais de instabilidade. Uma torre de igreja também caiu. Em Armênia, moradores registraram rachaduras em paredes e tetos de residências.
Em Bogotá, trabalhadores precisaram deixar prédios durante o tremor. Segundo relatos, o terremoto durou cerca de 96 segundos e foi sentido por até quatro minutos em algumas regiões.
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Resgate e comunicação são prioridades
O presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, foi a Bogotá para acompanhar as equipes responsáveis pela gestão de risco e resposta à emergência. Segundo ele, a prioridade é localizar e resgatar pessoas que possam estar sob os escombros, além de garantir assistência às comunidades atingidas.
A comunicação também passou a ser uma preocupação das autoridades. O Ministério da Tecnologia da Colômbia informou que ativou um plano de emergência para tentar manter os serviços de comunicação funcionando diante da possibilidade de novos tremores.
Medellín, considerada uma das cidades com maior infraestrutura, deve concentrar parte do atendimento aos feridos. Em Cali, hospitais de campanha foram instalados em estacionamentos para ampliar a capacidade de atendimento médico.
Os Estados Unidos anunciaram o envio de US$ 15 milhões em ajuda à Colômbia. O México também ofereceu apoio às autoridades colombianas.
O governo brasileiro afirmou, em nota, que recebeu “com profundo pesar” as informações sobre as perdas humanas e materiais provocadas pelo terremoto e manifestou disposição para colaborar, dentro de suas capacidades, com as autoridades colombianas nas ações de resposta à emergência.
Tremor é diferente dos registrados na Venezuela
O terremoto desta segunda-feira é o segundo grande tremor registrado na América do Sul em menos de dois meses. Em 24 de junho, dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram a Venezuela.
Apesar da proximidade geográfica entre os dois países, o professor Dean Whitman, geólogo da Universidade Internacional da Flórida, afirmou que os fenômenos provavelmente não estão relacionados.
Segundo o especialista, os terremotos ocorreram em áreas submetidas a diferentes processos tectônicos. O tremor colombiano está associado a movimentos tectônicos na região da costa do Oceano Pacífico, enquanto os terremotos registrados na Venezuela ocorreram em uma área relacionada à porção sul do Mar do Caribe.
Outro fator importante é a profundidade. O terremoto na Colômbia ocorreu a mais de 100 quilômetros abaixo da superfície. De acordo com o especialista, se o tremor tivesse ocorrido em uma profundidade semelhante à dos terremotos registrados na Venezuela, de aproximadamente 10 quilômetros, os danos poderiam ter sido ainda maiores.
As equipes de emergência permanecem mobilizadas na busca por desaparecidos, atendimento aos feridos e avaliação dos danos estruturais provocados pelo terremoto.





