Terceira idade pet: como garantir qualidade de vida a cães e gatos idosos

Foto: Pixabay
O número de animais de estimação cresce no mundo todo e, ao mesmo tempo, os tutores tratam cães e gatos como parte da família. Como resultado, os pets vivem mais. Hoje, eles têm acesso a ambientes seguros, alimentação adequada e acompanhamento veterinário regular, fatores que aumentam a expectativa de vida e mudam a forma de cuidar da saúde animal.
Segundo a médica-veterinária Marcia Seixas de Castro Bader, doutora em Biotecnologia e coordenadora do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Martha Falcão Wyden, os gatos vivem, em média, entre 12 e 18 anos, e alguns ultrapassam os 20 anos de idade.
Já entre os cães, a expectativa de vida varia bastante. O principal fator é a raça, especialmente por causa das diferenças de porte e peso corporal. Em geral, cães de pequeno porte vivem mais que os de grande porte.
Leia mais
Abandonado? Não! O segredo das leis que transforma cães de rua em ‘pets do bairro’ em Manaus
Governo de SP autoriza que cães e gatos passem a ser enterrados em jazigos familiares
Sinais de envelhecimento em cães e gatos
Com o avanço da idade, os animais apresentam mudanças físicas típicas do envelhecimento. Nos cães, é comum observar:
- embranquecimento dos pelos, principalmente no focinho
- redução da elasticidade da pele
- rigidez nas articulações
- perda de peso gradual
- diminuição da massa muscular (sarcopenia)
Nos gatos, essas alterações também ocorrem, mas com algumas diferenças. A perda muscular costuma ser mais visível na cabeça, a pele fica mais fina e menos elástica, e o pelo raramente embranquece de forma evidente.
Pet sênior x pet geriátrico: qual a diferença?
Na medicina veterinária, envelhecer não é tudo igual. Os especialistas dividem essa fase em duas categorias:
Pet sênior: é o início do envelhecimento. O animal pode parecer saudável, mas já apresenta maior risco de desenvolver doenças relacionadas à idade.
Pet geriátrico: aqui começa o declínio funcional. O pet pode ter doenças crônicas, fragilidade, problemas cognitivos e maior vulnerabilidade a infecções, como:
- infecção urinária
- doença periodontal
- problemas respiratórios
Problemas cognitivos em cães idosos preocupam especialistas
Além das mudanças físicas, os veterinários observam um aumento nos casos de disfunção cognitiva canina, condição semelhante ao Alzheimer em humanos. O problema afeta memória, comportamento e rotina do animal, prejudicando seu bem-estar.
Outras alterações neurológicas também podem surgir, seja pelo envelhecimento natural do cérebro, seja como consequência de doenças sistêmicas ou tumores.
Por isso, a especialista reforça a importância de avaliar comportamento e saúde mental dos pets idosos. A detecção precoce, aliada a acompanhamento veterinário, alimentação adequada e cuidados integrados, ajuda a preservar a função cognitiva e a qualidade de vida.
Fevereiro Roxo Pet reforça cuidados com doenças crônicas
A campanha Fevereiro Roxo Pet chama atenção para doenças crônicas e degenerativas que afetam animais idosos. A iniciativa incentiva o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.
Para Marcia Bader, é fundamental entender que o envelhecimento do pet pode, e deve, ser acompanhado de cuidados específicos. “Envelhecer não significa apenas declínio. Com prevenção e manejo correto, é possível garantir bem-estar e longevidade com qualidade”, destaca.
Assim, a parceria entre veterinários e tutores se torna essencial para promover um envelhecimento saudável em cães e gatos, com base em informação, cuidado e responsabilidade.





