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Alerta cita 19 mortes ligadas a pancreatite em pessoas que usam canetas emagrecedoras no Reino Unido

Segundo a agência, foram registradas 1.296 notificações de pancreatite associadas ao uso de medicamentos da classe GLP-1 entre 2007 e outubro de 2025 no país
02/02/26 às 19:36h
Alerta cita 19 mortes ligadas a pancreatite em pessoas que usam canetas emagrecedoras no Reino Unido

(Foto: reprodução)

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA), do Reino Unido, órgão equivalente à Anvisa no Brasil, emitiu um alerta para o risco de pancreatite aguda em pessoas que utilizam canetas emagrecedoras, como Wegovy e Mounjaro.

Segundo a agência, foram registradas 1.296 notificações de pancreatite associadas ao uso de medicamentos da classe GLP-1 entre 2007 e outubro de 2025 no país. Entre os casos relatados, 19 evoluíram para óbito e 24 foram classificados como pancreatite necrosante, forma mais grave da doença, caracterizada pela morte de tecido pancreático.

Apesar dos registros, a MHRA destaca que a ocorrência do efeito adverso é incomum diante do amplo uso desses medicamentos. Nos últimos cinco anos, mais de 25 milhões de embalagens de remédios à base de GLP-1 foram distribuídas no Reino Unido. Estima-se que cerca de 1,6 milhão de adultos na Inglaterra, País de Gales e Escócia tenham utilizado produtos como Wegovy e Mounjaro apenas no último ano.

Conhecidos comercialmente como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, os medicamentos imitam a ação do hormônio GLP-1, liberado após as refeições, responsável por reduzir o apetite e aumentar a sensação de saciedade. O Mounjaro também atua sobre outro hormônio, o GIP, potencializando o efeito metabólico.


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Em nota, a MHRA afirmou que, embora a maioria dos pacientes utilize esses medicamentos de forma segura e eficaz, há relatos pós-comercialização de casos raros de pancreatite aguda de evolução grave, incluindo episódios fatais. A agência orienta que usuários procurem atendimento médico imediato ao apresentar sintomas como dor intensa e persistente no abdômen e nas costas.

A diretora de segurança da MHRA, Alison Cave, reforçou que a segurança do paciente é prioridade e que o risco de efeitos colaterais graves é considerado muito baixo. Ainda assim, ela destacou a importância de que pacientes e profissionais de saúde estejam atentos aos sinais da doença.

A pancreatite aguda é uma inflamação do pâncreas, órgão responsável por auxiliar na digestão. Na maioria dos casos, a recuperação ocorre em cerca de uma semana, mas quadros mais graves podem provocar complicações sérias. A MHRA reforça que os medicamentos da classe GLP-1 devem ser utilizados somente com prescrição médica e que qualquer mudança no tratamento deve ser discutida previamente com um profissional de saúde.

*Com informações do Olhar Digital e G1.