O flag football será incluído no calendário de competições das Olimpíadas de Los Angeles 2028. Esta é uma variação do futebol americano, porém com menos contato físico. Em entrevista ao Lance!, a presidente da Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA) explica sobre a implementação do flag football no Brasil, as expectativas para Los Angeles e a relação da CBFA com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
O que caracteriza o flag football?
O flag football, também chamado de flag, é uma variação do futebol americano, caracterizada por um contato reduzido, o que elimina a necessidade de equipamentos como capacetes, joelheiras e ombreiras, habituais no futebol de bola oval. No jogo de futebol americano, é preciso derrubar o adversário para interromper uma jogada. No jogo de flag, é necessário remover uma fita (flag) do jogador oponente.
O flag, por ser uma modalidade mais segura e econômica, pois não requer a aquisição de equipamentos de segurança caros, é frequentemente praticado por crianças, embora também seja uma atividade popular entre adultos e equipes profissionais.
A inclusão do flag no Programa Olímpico de Los Angeles ocorreu em 2024, juntamente com o beisebol, o críquete, o squash e o lacrosse. O comitê organizador das Olimpíadas de 2028 sugeriu os esportes, que foram aprovados em votação no Comitê Olímpico Internacional.
Modalidade no Brasil
A equipe brasileira de Flag Football apresenta performances notáveis em torneios internacionais. No ano de 2021, a equipe feminina obteve o melhor resultado em um mundial de flag, obtendo a quarta colocação.
“A seleção feminina já é uma das elites do flag mundial. A gente espera repetir esses feitos para alcançar a classificação para as Olimpíadas de Los Angeles. Ainda não sabemos como será essa classificação ou quantos países irão participar das olimpíadas, mas, neste ano, já temos o Continental das Américas, em novembro, no Panamá. Já estamos nos preparando, com muito mais responsabilidade”, afirma a presidente que está no seu segundo mandato na CBFA.
A próxima edição do mundial de flag está agendada para 2026, e a equipe já está se preparando. A definição das seleções classificadas para o Continental das Américas deve ocorrer em novembro. A novidade para os Jogos Olímpicos de 2025 é que a CBFA receberá fundos do COB para participar, totalizando R$ 14 milhões acumulados até as Olimpíadas de Los Angeles.
“O COB tem verbas designadas para cada confederação olímpica, são recursos que vêm das Loterias Caixa. Cada uma das cinco novas confederações para o ciclo de Los Angeles vão receber R$ 3,5 milhões por ano durante o ciclo olímpico. Os eventos já estão sendo realizados com os recursos do COB”, esclarece Cris Kaji, que completa:
“Antes, eles precisavam se preocupar não somente com o desempenho em campo, mas também em como arrecadar recursos para estarem presentes nos treinos e competições. Agora, eles não terão mais essa preocupação”, explica.
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No início do amadorismo no Brasil, os praticantes de flag tinham que arcar com os custos de treinamento, deslocamento e alimentação, exigindo uma dupla ocupação (trabalho esportivo). Através da colaboração com o Comitê Olímpico, muitos desses gastos serão eliminados, permitindo que os atletas se concentrem na prática do esporte.
A CBFA, oficialmente, não está associada ao COB. A filiação encontra-se em fase de burocracia e deve ser finalizada ainda no primeiro semestre de 2025. Embora ainda não tenha sido oficializada, a confederação já tem capacidade para organizar eventos e arcar com as despesas com o orçamento do comitê.