Warner rejeita oferta da Paramount e seguirá acordo com a Netflix

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A Warner Bros. Discovery divulgou, na manhã desta quarta-feira (7/1), uma carta na qual rejeita a nova oferta da Paramount para aquisição da empresa. A companhia afirma que seguirá seu acordo de quase US$ 83 bilhões com a Netflix.
A decisão ocorre após David Ellison, da Paramount, ter apresentado uma nova proposta de aquisição em dezembro. A oferta incluía um aumento na multa por rescisão contratual de US$ 5,8 bilhões, igualando a oferta da Netflix, e a prorrogação do prazo para a apresentação da proposta até o final de janeiro.
A carta da Warner afirma:
“O conselho de administração determinou, por unanimidade, que a nova oferta da Paramount Skydance continua inadequada, especialmente devido ao valor insuficiente que proporcionaria, à incerteza quanto à capacidade de concluir a oferta e aos riscos e custos que seriam gerados aos acionistas da WBD caso a Paramount Skydance não consiga concluí-la”.
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Entenda o caso: compra da Warner
Em 5 de dezembro, a Warner Bros. Discovery divulgou que aceitou acordo com a gigante do streaming Netflix para compra do lendário estúdio de cinema, sua infraestrutura e propriedades intelectuais, que incluem “Harry Potter”, Universo DC e HBO. A compra da Warner ficaria avaliada em cerca de 83 bilhões de dólares.
A Paramount Skydance, também interessada no negócio, fez uma oferta hostil direto aos acionistas da Warner três dias depois, no valor de US$ 30 por ação, o que totalizaria 108 bilhões de dólares.
Desde então, a Paramount revisou sua proposta duas vezes, a mais recente incluindo uma garantia do bilionário Larry Ellison de que ele asseguraria pessoalmente US$ 40,4 bilhões em financiamento de capital próprio e outros compromissos financeiros.
A Paramount é controlada por Larry Ellison e por seu filho, David Ellison, produtor de cinema que vem montando um conglomerado de mídia.
O acordo entre Netflix e Warner, se finalizado, ainda será alvo de escrutínio dos órgãos fiscalizadores americanos, receosos com a possibilidade de monopólio no setor do streaming.
*Com informações de Folha de S. Paulo






