Greve geral na Argentina cancela voos e afeta passageiros no Brasil

Foto: Antônio Cruz/Arquivo/Agência Brasil
A greve geral convocada por sindicatos da Argentina nesta quinta-feira (19/2) provocou o cancelamento de dezenas de voos entre o Brasil e o país vizinho, o que afetou milhares de passageiros. As paralisações ocorrem em meio aos protestos contra a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei.
A principal central sindical do país, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), convocou a mobilização no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados debate o projeto, já aprovado pelo Senado. A proposta prevê mudanças como redução de indenizações por demissão, ampliação da jornada para até 12 horas e restrições ao direito de greve.
Com isso, a Aerolíneas Argentinas cancelou 255 voos em toda a sua malha aérea, incluindo 21 operações para o Brasil. Segundo a imprensa argentina, cerca de 20 mil passageiros foram impactados, e o prejuízo estimado chega a US$ 3 milhões.
No Brasil, a Gol Linhas Aéreas suspendeu voos com destino a Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário. A companhia oferece remarcação sem custo ou reembolso integral. Já a Latam Airlines informou alterações e cancelamentos, orientando passageiros a verificarem o status dos voos antes de ir ao aeroporto.
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A low cost Flybondi transferiu suas operações do Aeroparque para o aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires, e também disponibilizou remarcação gratuita em casos de cancelamento ou alteração superior a quatro horas.
As companhias recomendam que os passageiros consultem os canais oficiais para confirmar a situação dos voos e as opções de remarcação ou reembolso.
Protesto
A CGT promove uma greve geral de 24 horas contra o pacote de reformas trabalhistas defendido por Milei. As centrais sindicais afirmam que a proposta enfraquece direitos dos trabalhadores, ao flexibilizar contratos, reduzir indenizações e limitar o direito de greve. A confederação argumenta ainda que as mudanças representariam “precarização” das condições de trabalho no país.
Governo
O governo de Milei, que tem buscado reformas econômicas consideradas liberais para estimular investimentos e reduzir custos trabalhistas, tem enfrentado forte resistência nos sindicatos e em setores opositores. A aprovação da reforma enfrenta debate acirrado no Congresso argentino.
Com informações do UOL.





