Carnaval 2026: ruas de Manaus têm festa gratuita, tradição e programação cultural diversa

Foto: Divulgação
Manaus entra no clima do Carnaval 2026 com uma programação intensa de bandas, blocos e atividades culturais espalhadas pela cidade. Um dos destaques é a Banda da Difusora, que comemora 30 anos de história com uma grande festa gratuita no dia 7 de fevereiro, a partir das 16h, na avenida Eduardo Ribeiro, Centro.
A edição especial celebra três décadas de tradição reunindo música, cultura popular e alegria, com shows de Wanderley Andrade, Mikael, Forró Ideal e 40 Graus de Amor.
Além da Banda da Difusora, o calendário oficial do Carnaval 2026 reúne dezenas de blocos e bandas tradicionais nos dias 7 e 8 de fevereiro, ocupando bairros como Centro, Petrópolis, Educandos, Cachoeirinha, Parque 10, Alvorada e Monte das Oliveiras.
Entre as atrações estão Banda do Mazon, Banda Vira Latinha, Bloco dos Brochas, Banda do 5 Estrelas, Carnatronic, Banda Independente da Bica, Banda do Papa Sopa, Bloco do Largo, Banda do Boulevard e Bhanda da Bhaixa da Hégua, reforçando a diversidade musical e cultural da folia manauara.

7/2/2026
- Banda do Mazon – Rua Pitomba (entre a avenida Sumaúma e Travessa Pitomba), Monte das Oliveiras
- Banda Vira Latinha – Rua Claudiano Moreira, São Lázaro, próximo à Casa Nordeste
- Bloco dos Brochas – Rua Coronel Conrado, 793, Petrópolis, atrás do Comando Geral da PM-AM
- Banda do 5 Estrelas – Avenida Getúlio Vargas, 767, Centro, ponto de referência: Bar do 5 Estrelas
- Carnatronic – Mercado de Origem da Amazônia, Centro
- Banda Independente Confraria do Armando (Bica) – Rua 10 de Julho, 593, Centro, em frente ao bar do Armando
- Banda da Difusora – Avenida Eduardo Ribeiro, Centro
8/2/2026
- Banda do Mac Naldo – Avenida Sul, trechos entre as ruas A10 e A26, conjunto Ajuricaba, Alvorada
- Benfazer Folia – Rua do Livramento, Glória, próximo à sede do Sul América Esporte Clube
- Banda do Papa Sopa – Rua Jorge Abrahim, nº 45, Parque 10, entre avenida Tancredo Neves e avenida C do Shangrilá 4
- Bloco do Largo – Gagaval – Rua 10 de Julho, 443, Centro
- Banda do Álcool – Avenida Maués, 1.034, Cachoeirinha
- Banda do Theo – Rua Silva Ramos, 119, Centro
- Bloco da Grana – Cores, Ritmos e Diversidade – Rua José Clemente, Centro
- Banda do Boulevard – Avenida Álvaro Maia, Praça 14 de Janeiro
- Bhanda da Bhaixa da Hégua – Rua Inocêncio de Araújo com avenida Rio Negro, área do Amarelinho, Educandos
Visitas
A programação carnavalesca acontece em paralelo a uma agenda cultural permanente no Centro Histórico de Manaus. A Casa das Artes, localizada no Largo de São Sebastião, é um dos principais espaços de fomento à cultura na capital.

Inaugurada em 2004, a instituição ocupa um edifício histórico e abriga exposições de artes visuais, oficinas, cursos, shows, performances e debates, com entrada gratuita. O espaço funciona aos sábados e domingos, das 15h às 20h, e se destaca pela proposta inclusiva e pela valorização da produção artística local.
Outro ponto de referência é a Galeria do Largo, inaugurada em 2005, também no Complexo Cultural do Largo de São Sebastião. Instalado em um prédio histórico revitalizado, o espaço promove exposições individuais e coletivas, oficinas e eventos voltados à arte contemporânea. A galeria funciona de quarta a domingo, das 15h às 20h, com acesso gratuito, e integra um dos mais importantes polos culturais da cidade, ao lado do Teatro Amazonas.

Na zona norte da capital, o Cineteatro Padre Pedro Vignola amplia o acesso à cultura fora do eixo central. Inaugurado em 2007, o espaço tem capacidade para 207 pessoas e recebe espetáculos de teatro, música, dança, exibições de filmes e apresentações escolares. O cineteatro também é utilizado para aulas práticas do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro e integra a política de descentralização cultural da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

Funcionamento
Segunda a sexta-feira, das 8h às 20h; e aos sábados de 8h até 17h
Endereço
Rua Gandú com Av. Noel Nutels, 119 – Cidade Nova II – Manaus/AM
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O Museu do Seringal Vila Paraíso, localizado no Igarapé São João, na zona rural de Manaus, é um dos principais espaços dedicados à preservação da memória do ciclo da borracha no Amazonas. Inaugurado em 16 de agosto de 2002, o museu recria com fidelidade um seringal do final do século XIX e início do século XX, período marcado pela prosperidade econômica da região e por profundas desigualdades sociais.
Durante as visitas guiadas, o público conhece o processo de extração e produção das pelas de borracha, além de vivenciar o contraste entre a realidade dos seringueiros — submetidos a condições de trabalho precárias, muitas vezes análogas à escravidão — e o estilo de vida luxuoso dos seringalistas, mesmo em meio à floresta amazônica.

As instalações do museu têm origem cinematográfica. O espaço foi construído como cenário para o filme “A Selva”, dirigido pelo português Leonel Vieira, baseado na obra homônima do escritor Ferreira de Castro. Após as gravações, o conjunto foi doado ao Governo do Amazonas como contrapartida pelo apoio à produção e, posteriormente, transformado em museu sob gestão da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado.
A entrada é gratuita para moradores das comunidades próximas, pessoas com deficiência (PcD) e guias de turismo, mediante comprovação. Para o público em geral, os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).
O Museu do Seringal Vila Paraíso funciona de segunda a sábado (exceto às quartas-feiras), das 9h às 15h, e aos domingos, das 9h às 13h. O acesso é feito pelo Igarapé São João, afluente do Igarapé do Tarumã Mirim, na zona rural de Manaus.
Apresentação
O espetáculo “Canta Negritude”, do cantor e compositor Marquinhos Negritude, integra a programação cultural do Teatro Amazonas e será apresentado nesta sexta-feira (6), às 20h. O show conta com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

Com o samba como base, a apresentação propõe uma celebração da cultura afro-amazônica e aborda temas como identidade, ancestralidade, território e negritude. O repertório é formado por canções autorais que dialogam com a trajetória de Marquinhos no Carnaval de Manaus e em festivais de música, incluindo “Canta Negritude”, “Olhar no Espelho”, “Não Sou Invisível”, “Quando a Vitória Chegar” e “Pra Dar Tudo Certo”, além de poesias musicadas.
Vencedor de dez títulos no Carnaval de Manaus — dois deles com enredos voltados à temática da negritude —, Marquinhos Negritude apresenta o terceiro espetáculo da carreira no Teatro Amazonas. “Canta Negritude” é um projeto premiado pela Política Nacional Aldir Blanc e pela Lei Rouanet e marca a retomada artística do cantor após mais de 25 anos afastado dos palcos.
O show terá participações especiais de Mestre Camaleão, Cléia Alves e Jackeline Monteiro, com direção geral de Manoel Passos e direção musical de Marcos Kleber.
Com Carnaval de rua, música gratuita e espaços culturais ativos, Manaus apresenta seu papel como um dos principais polos culturais da região Norte, unindo tradição popular, patrimônio histórico e acesso democrático à arte.






