Campanha de Lula aceita condição de Flávio para abrir sigilos

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (21/10) que não se opõe às condições apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura de sigilos. Entre elas está a divulgação de dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência. A declaração foi feita pelo porta-voz da campanha, Camilo Santana (PT-CE), em Brasília.
“O candidato adversário Flávio Bolsonaro protocolou no TSE, depois de três dias que Lula fez o desafio para que ele pudesse abrir o seu sistema bancário, uma série de condicionantes, uma tentativa de manobra em relação ao que o presidente colocou para mostrar claramente quem é o ladrão e quem não é o ladrão nesse país. E todas as condicionantes que ele colocou, a única resposta que o presidente tem é dizer ao candidato é que não se opõe a absolutamente nada do que ele estava falando”, afirmou, em entrevista a jornalistas nesta quarta.
Flávio disse que autoriza a abertura dos próprios sigilos telefônico e bancário se Lula também incluir Marcola e atender a outros pedidos. O senador citou ainda o Instituto Lula, registros de visitas a prédios oficiais e gastos com cartões corporativos. Camilo afirmou que a campanha petista pretende apresentar uma resposta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quinta-feira (22), às 11h, e cobrou que Flávio mantenha no pedido a empresa Alcazar Holdings.
Leia mais:
Flávio impõe condições a Lula para abrir sigilos bancário, fiscal e telefônico
Lula condiciona participação em debate na Globo à abertura de sigilos de Flávio
No TSE, Mendonça será relator de pedido de Lula para abrir sigilo
Campanha cita empresa ligada a Flávio
Camilo questionou a exclusão da Alcazar Holdings das condições apresentadas pelo senador. Segundo reportagens citadas pelo Poder360, documentos encontrados pela Polícia Federal indicariam que Flávio foi cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária da empresa, o que permitiria movimentá-la. A investigação considera o registro um possível indício de vínculo econômico ou societário. Flávio e o advogado Willer Tomaz, ligado à empresa, negam manter negócios em conjunto.





