Investimento em 2026: o que especialistas recomendam aos iniciantes

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Com a chegada de 2026 e a expectativa de um ano marcado por incertezas políticas e econômicas, especialistas alertam que adiar o início dos investimentos por causa do cenário eleitoral pode custar caro no longo prazo. Planejadores financeiros defendem que começar a investir, mesmo com valores baixos, é mais relevante do que tentar prever os impactos das eleições previstas para o segundo semestre.
Segundo Michael Viriato, planejador financeiro e sócio da Casa do Investidor, e Rachel de Sá, estrategista de alocação da XP, o investidor iniciante deve priorizar a criação de hábito, a organização financeira e a diversificação da carteira para atravessar períodos de volatilidade. Para eles, o momento exige disciplina e estratégia, não tentativas de antecipar movimentos do mercado.
Os especialistas destacam que a maior barreira para quem nunca investiu é comportamental. A procrastinação, a busca excessiva pela estratégia perfeita e o medo de errar costumam atrasar o primeiro passo. A recomendação é começar de forma simples e gradual, entendendo que oscilações de curto prazo fazem parte do processo.
Antes de escolher produtos financeiros, a orientação é organizar o orçamento doméstico. Mapear gastos recorrentes, revisar contratos e priorizar o pagamento de despesas fixas logo após o recebimento do salário são medidas apontadas como fundamentais para criar espaço real para poupar. Para quem tem dificuldade em manter disciplina, mecanismos automáticos de investimento podem ajudar a manter constância.
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Outro ponto central é a formação da reserva de emergência, vista como uma proteção financeira e não como um objetivo final. Essa reserva deve ter liquidez imediata, baixo risco e estabilidade, com aplicações em produtos como Tesouro Selic, fundos DI simples ou CDBs de instituições sólidas.
O fator tempo também é apontado como decisivo. Simulações indicam que iniciar os aportes mais cedo reduz significativamente o valor necessário para atingir metas de longo prazo, como aposentadoria. Cada década de atraso pode mais do que dobrar o esforço mensal exigido do investidor.
Em um ambiente de juros elevados e incertezas eleitorais, a diversificação desde o início é considerada essencial. A estratégia envolve combinar diferentes classes de ativos, como renda fixa, multimercados, ações no Brasil e no exterior, além de previdência privada, para reduzir riscos e suavizar oscilações.
Por fim, os especialistas reforçam que o desempenho dos investimentos deve ser avaliado no médio e longo prazo, evitando decisões baseadas em notícias pontuais ou no noticiário político. Para 2026, a orientação é manter regularidade nos aportes, respeitar o perfil de risco e seguir uma estratégia clara, independentemente das turbulências do curto prazo.
*Com informações do InfoMoney






