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Hidrovia do Rio Madeira ajudou a sustentar empregos durante a estiagem de 2024, diz Ministério de Portos e Aeroportos

Ao longo de 2025 foram transportadas mais de 12,1 milhões de toneladas de cargas pelas águas do rio Madeira, sendo a soja o priincipal produto escoado
13/02/26 às 10:19h
Hidrovia do Rio Madeira ajudou a sustentar empregos durante a estiagem de 2024, diz Ministério de Portos e Aeroportos

Soja foi o principal produto transportado pela hidrovia do Madeira em 2025

Um balanço do Ministério de Portos e Aeroportos, divulgado nesta quinta-feira (12/2), mostrou que a Hidrovia do Rio Madeira, que interliga Manaus a Porto Velho (RO), manteve o fornecimento regular de mercadorias para cidades da Região Norte e ajudou a sustentar empregos ao longo de 2024, um ano marcado por períodos de estiagem.

O desempenho garantiu o transporte de combustíveis, alimentos e grãos, mantendo ativa a cadeia produtiva responsável por movimentar comércio, agricultura e serviços.

Entre janeiro e dezembro, foram transportadas 12,1 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 20,4% em relação a 2023, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O corredor que liga Porto Velho à Foz do Rio Madeira, no município de Itacoatiara, na Região Metropolitana de Manaus, e conecta-se ao rio Amazonas e aos portos do Arco Norte, garantiu o fluxo logístico ao longo do ano, contribuindo tanto para o mercado interno quanto para as exportações.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o resultado evidencia a importância da infraestrutura hidroviária para a população.

“Mesmo diante dos desafios climáticos, a hidrovia ampliou o volume transportado. Isso significa proteger o abastecimento, sustentar empregos e garantir renda para milhares de famílias que dependem dessa atividade”, afirmou.


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Integração e economia regional

Além de escoar a produção agrícola do Centro-Oeste até os portos do Norte, a Hidrovia do Madeira é fundamental para o envio de combustíveis e outros produtos essenciais aos municípios ribeirinhos. A regularidade do transporte reduz custos logísticos, amplia a competitividade e contribui para maior estabilidade econômica na região. Em 2025, a soja liderou o volume transportado, com 7 milhões de toneladas, seguida por milho (3 milhões) e petróleo (1 milhão).

A estabilidade das operações durante a estiagem foi sustentada por monitoramento contínuo das condições de navegação e por ações técnicas ao longo do trecho. Segundo o secretário Nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, esse acompanhamento das condições hidrológicas é decisivo para reduzir riscos e dar previsibilidade ao transporte.

“Manter a hidrovia operando mesmo com variações no nível dos rios é fundamental para garantir segurança às populações e estabilidade às atividades econômicas da região. O monitoramento permanente permite antecipar desafios e agir com rapidez”, destacou.

O trabalho envolve atuação integrada do Ministério de Portos e Aeroportos, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsáveis pela regulação, manutenção e melhorias na navegação.

O desempenho de 2025 coloca a Hidrovia do Madeira como eixo de desenvolvimento regional. Ao manter o transporte regular mesmo em período de estiagem, a infraestrutura contribui para a estabilidade econômica, preserva postos de trabalho e assegura que produtos essenciais cheguem à população com regularidade.