PF prepara blindados e antidrones para proteger presidenciáveis

A Polícia Federal (PF) deu início, nesta segunda-feira (20), ao serviço de segurança para candidatos à Presidência da República. Podem solicitar a equipe de proteção os candidatos já homologados em convenção partidária. O órgão estima gastar cerca de R$ 95 milhões para garantir a segurança de até dez candidaturas nas eleições de 2026.
Os grupos que atuarão na segurança dos presidenciáveis são compostos por delegados, agentes e escrivães especializados na proteção de autoridades. Segundo a Diretoria de Proteção à Pessoa da PF, mais de 600 profissionais foram capacitados entre 2025 e 2026 para essa finalidade. Desse total, até 458 servidores serão recrutados para atuar diretamente nas equipes de segurança durante o período eleitoral.
A PF realizou uma avaliação de risco para classificar os pré-candidatos em quatro níveis de ameaça, muito alto, alto, moderado e baixo.
Segundo o órgão, o tratamento será igualitário para todos, com aplicação dos mesmos critérios técnicos na definição do grau de proteção de cada candidato.
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Orçamento e equipamentos
O orçamento previsto de R$ 95 milhões será utilizado para custear a mobilização dos agentes, serviços e a aquisição de equipamentos específicos. Entre os itens previstos estão veículos blindados, coletes de segurança balísticos de alto desempenho, sistemas antidrones e kits antibombas.
A PF reforça que todos os candidatos receberão o mesmo tratamento, independentemente da classificação de risco.
Coordenação nacional e integração com estados
As equipes de segurança serão coordenadas a partir da Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília. O centro acompanhará as equipes e as agendas dos candidatos em tempo real, oferecendo suporte logístico e permitindo decisões rápidas durante a campanha.
As ações também serão integradas com as forças de segurança estaduais e municipais, com o objetivo de causar a menor interferência possível na dinâmica das campanhas eleitorais.





