PF investiga R$ 2 milhões em emendas de Mario Frias ao filme de Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (10/9) uma operação para investigar suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares. A apuração envolve o repasse de cerca de R$ 2 milhões em dinheiro público destinado pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP) a organizações ligadas à produtora Karina Ferreira da Gama, responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e cumpre 49 mandados de busca e apreensão em endereços de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.
Entre os alvos estão Mario Frias e duas organizações comandadas por Karina, o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC). A empresa Go Up, responsável pela produção de Dark Horse, não está entre os alvos dos mandados.
Durante a operação, o celular de Mario Frias foi apreendido, segundo informações divulgadas pela investigação.
Suspeita de desvio de emendas
De acordo com a PF, uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados é suspeita de direcionar recursos de emendas parlamentares para empresas subcontratadas de maneira irregular.
Os investigadores apuram se os serviços contratados foram efetivamente realizados e se houve mecanismos para ocultar eventuais desvios. Segundo a PF, as irregularidades teriam continuado até julho de 2026.
A investigação não afirma que os recursos tenham sido utilizados na produção do filme Dark Horse. O foco da operação é verificar a destinação e a execução dos recursos públicos repassados às organizações investigadas.
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O que Mario Frias já afirmou
O caso já havia chegado ao STF. Em maio, Mario Frias apresentou manifestação na Corte e negou que as emendas destinadas às organizações ligadas à produtora de Dark Horse tivessem sido utilizadas em produção cinematográfica.
Após a operação desta quinta-feira, a defesa do deputado e a de Karina Ferreira da Gama ainda não haviam se manifestado, segundo as informações disponíveis.
As investigações seguem em andamento para esclarecer a destinação dos recursos e identificar eventuais responsáveis por irregularidades. A realização de buscas e apreensões não significa que os investigados tenham cometido crimes, cabendo à investigação reunir provas e à Justiça avaliar eventual responsabilização.





