Dino manda PF investigar ataques a imagens religiosas em diferentes estados

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (30/9) que a Polícia Federal (PF) apure ataques contra imagens e espaços religiosos registrados em diferentes estados do país. A decisão também foi encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Dino citou notícias de ocorrências registradas entre março e setembro e apontou possíveis crimes como dano, furto, incêndio, ameaça, violação de domicílio, preconceito religioso e violência contra práticas religiosas.
Segundo o ministro, a atuação da PF é necessária diante da repercussão interestadual dos casos e da necessidade de uma investigação coordenada. A decisão determina que a PGR e a PF adotem as providências para a instauração de inquérito.
Casos em Manaus
Em Manaus, dois casos recentes envolvem espaços religiosos e registro de furtos.
Segundo a coordenação do Centro Pastoral Nossa Senhora do Rosário, da Área Missionária Divina Misericórdia, dois furtos foram registrados em um intervalo de uma semana no bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus. As ocorrências aconteceram nos dias 19 e 26 de setembro de 2026.
Conforme relatos, foram levados aproximadamente 700 metros de cabos de cobre, dois aparelhos de ar-condicionado, uma máquina de costura e um quadro de distribuição de energia. No primeiro furto, cerca de 300 metros de cabos também teriam sido retirados da estrutura que atendia refletores, salas de catequese e tomadas do centro pastoral. Uma semana depois, outros 400 metros de cabos foram levados, além de outros equipamentos.
A coordenação informou que registrou Boletim de Ocorrência e divulgou imagens dos furtos nas redes sociais para tentar identificar os responsáveis.

Outro episódio envolve a Paróquia São Pedro Apóstolo, localizada no bairro Petrópolis, zona Sul da capital, que ficou sem energia elétrica após ser alvo de três furtos de cabos nos últimos 20 dias. A denúncia foi relatada nas redes sociais no último domingo (27).
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Decisão ocorre no dia de julgamento no TSE
A determinação de Dino ocorreu no mesmo dia em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou a analisar a decisão do ministro André Mendonça sobre publicações que associavam o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta proposta de retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
Dino havia suspendido anteriormente a ordem de remoção de uma das publicações. Nesta quarta-feira, Mendonça defendeu no TSE a manutenção das restrições e afirmou que sua decisão não impediu manifestações religiosas, mas tratou da divulgação de uma informação que classificou como falsa sobre a atuação de um candidato.
Embora tenham ocorrido no mesmo período, as ações tratam de questões distintas: a investigação determinada por Dino envolve possíveis crimes contra símbolos e espaços religiosos, e o julgamento no TSE trata da circulação de conteúdo relacionado a um candidato durante o período eleitoral.





