Pesquisa revela quem “vive do segundo voto” na disputa pelo Senado no Amazonas

Além de apontar quem lidera a corrida pelas duas vagas ao Senado em disputa nas eleições de 2026, a pesquisa divulgada nesta segunda-feira (29) pelo instituto Comunidados revela um comportamento diferente entre os pré-candidatos na preferência do eleitor amazonense.
Enquanto nomes como Eduardo Braga (MDB) e Capitão Alberto Neto (PL) aparecem principalmente como a primeira escolha dos eleitores, Plínio Valério (PSDB) e Marcos Rotta (Avante) se destacam por serem mais lembrados como segunda opção de voto.

Segundo a pesquisa, Eduardo Braga registra 36% das intenções como primeiro voto e 11% como segundo, enquanto Alberto Neto aparece com 23% como primeira escolha e 11% como segunda. À Rede Onda Digital, o responsável pela pesquisa, professor Danilo Egle, avaliou esse comportamento como um indicador de que ambos funcionam como os chamados “candidatos-âncora”.
“Eduardo Braga é o caso mais claro: ele recebe 36% como primeiro voto e apenas 11% como segundo. É um nome que o eleitor escolhe primeiro, não como complemento. Capitão Alberto Neto segue lógica parecida”, explicou.

Já Plínio Valério apresenta o movimento inverso. O senador aparece com 8% como primeira opção, mas alcança 14% como segunda, sendo o candidato que mais cresce nesse critério. Marcos Rotta também registra desempenho semelhante, com 5% como primeiro voto e 12% como segundo.
Para Egle, esses nomes cumprem um papel diferente na disputa.
“Existem candidatos que vivem mais do segundo voto, isto é, funcionam como a vaga complementar na cabeça do eleitor. Plínio Valério é o exemplo mais nítido. Marcos Rotta tem comportamento parecido. São nomes que o eleitor tende a colocar como o segundo da dupla, depois de já ter definido sua escolha principal”, afirmou.
Voto não está “colado” ao Governo
Outro dado destacado pelo pesquisador é que a escolha para o Senado não acompanha necessariamente a preferência para o Governo do Amazonas.
Segundo ele, entre os eleitores do pré-candidato ao governo Omar Aziz (PSD), por exemplo, os votos para o Senado se distribuem entre diferentes nomes, como Eduardo Braga, Capitão Alberto Neto e Wilson Lima.
“O voto não está totalmente colado a uma chapa. O eleitor mistura preferências. As duas disputas correm com lógicas relativamente independentes”, avaliou Danilo Egle.
A leitura indica que, apesar das alianças políticas que devem ser formadas durante a campanha, parte significativa do eleitorado tende a separar a escolha para governador da definição dos dois candidatos ao Senado, tornando a disputa pelas vagas ainda mais aberta nos próximos meses.





