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Molho ou salada, a maionese é uma das preferências nacionais nos almoços domingueiros

Com o arroz e a picanha, a salada de maionese forma o trio principal nas mesas e almoços dominicais das famílias brasileiras
25/01/26 às 08:00h
Molho ou salada, a maionese é uma das preferências nacionais nos almoços domingueiros

Ao contrário do que a indústria nos mostra, a cor original da maionese é amarela por conta da gema do ovo, o agente emulsificante deste molho clássico

A maionese é um molho obtido a partir da emulsão entre óleo e água, mediada por um agente emulsificante, em geral, a gema do ovo. A lecitina presente na gema permite a dispersão do óleo em microgotas, formando uma mistura estável quando submetida à agitação. A preparação inclui ainda um elemento ácido, como vinagre ou suco de limão, e sal.

O registro histórico da maionese remonta ao século XVIII, com referências associadas à cidade de Mahón, na ilha de Menorca, território autônomo das Ilhas Baleares, Espanha, e ao posterior desenvolvimento da receita em cozinhas francesas, onde o nome passou a ser difundido no século XIX. A partir daí, o molho se espalhou por diferentes países, assumindo variações conforme ingredientes e hábitos alimentares.


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Confusão entre o molho e a salada

No Brasil, a maionese ultrapassou a condição de molho e passou a ser identificada com a própria salada em que é utilizada. Em refeições familiares, encontros coletivos e datas comemorativas, o termo “maionese” costuma designar um prato que reúne legumes cozidos, como batata, cenoura e ervilha, misturados ao molho. Nesse contexto, o nome do preparo substitui o da salada, funcionando como sinônimo do prato servido.

As formas de preparo da maionese variam conforme os ingredientes disponíveis e os cuidados sanitários. A versão feita com ovo cru exige atenção ao risco de contaminação, enquanto as versões industrializadas utilizam ovos pasteurizados ou substitutos, o que amplia o tempo de conservação. Há ainda preparações sem ovo, feitas com leite, aquafaba ou outros emulsificantes de origem vegetal.

O molho serve de base para diferentes usos culinários. Pode acompanhar saladas, sanduíches e carnes frias, além de ser utilizado como ingrediente inicial para outros molhos, como os que incorporam ervas, conservas ou condimentos. A escolha do tipo de óleo e do agente ácido interfere no sabor e na textura, permitindo adaptações conforme o prato ao qual será associado.

Assim, a maionese mantém uma dupla função na alimentação brasileira: a de molho em sentido técnico e a de prato identificado pelo conjunto de ingredientes que o acompanha, consolidando seu espaço na culinária cotidiana.

Adaptações ao redor do mundo

A técnica básica da emulsão está bastante difundida pelos países do mundo, mas vários países adaptaram a maionese aos seus ingredientes, costumes e usos culinários. Na própria região do Mediterrâneo, especialmente na Espanha, é comum o preparo do Alioli, feito tradicionalmente apenas com alho e azeite, sem ovo. A emulsão ocorre pela trituração prolongada do alho, embora versões modernas incluam gema para facilitar o processo.

Pote de alioli
Alioli, maionese de alho é típica da região da Catalunha, na Espanha, e parte da Provença, na França (Reprodução)

Na Bélgica e nos Países Baixos, a maionese costuma ter maior teor de gordura e leve acidez, sendo amplamente utilizada como acompanhamento de batatas fritas, em substituição ao ketchup.

No Japão, a maionese industrializada ganhou características próprias, com uso de gemas em maior proporção, vinagre de arroz e adição de açúcar. O resultado é um molho mais espesso e com perfil agridoce, aplicado em pratos quentes, saladas e preparações grelhadas. Um dos exemplos mais conhecidos é a maionese Kewpie, facilmente reconhecida pela garrafa transparente e tampa vermelha.

Maionese japonesa
Adição de açúcar e forte presença do vinagre de arroz, maionese japonesa destaca o sabor umami (Reprodução)

Na Rússia e em países do Leste Europeu, a maionese é amplamente empregada em saladas frias, como as que combinam legumes, ovos e carnes, desempenhando papel semelhante ao observado no Brasil, onde o molho se confunde com o prato.

No Oriente Médio, há versões inspiradas na técnica da maionese, mas feitas sem ovo, como molhos à base de alho, limão e óleo, utilizados como acompanhamento de carnes e pães.

Essas variações mostram que, embora a maionese tenha uma base técnica comum, seu preparo e uso culinário se moldaram às tradições alimentares de cada região.

Confira agora uma receita de salada de maionese:

Ingredientes:

  • 4 batatas médias cozidas (600 g);
  • 1 cenoura média cozida e em cubos;
  • 6 vagens de feijão cozidas e picadas
  • 6 azeitonas verdes, cortadas em rodelas (20 g);
  • 2 sachês de Tempero tipo sazon amarelo;
  • 2 pitadas de sal;
  • 1 xícara (chá) do molho maionese (200 g)

Modo de preparo:

  • Em uma tigela grande, esprema uma das batatas. Junte as outras batatas em cubos;
  • Acrescente a cenoura, a vagem, a azeitona, o sazón, o sal e a maionese, e misture delicadamente até envolver as batatas por completo;
  • Leve à geladeira por 30 minutos, ou até o momento de servir.
maionese
No Brasil, o molho de maionese também dá nome ao prato de salada (Reprodução)