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Eduardo Bolsonaro critica postura da Polícia Federal e diz que não pode retornar ao Brasil

Eduardo Bolsonaro alegou ser alvo de “perseguição judicial” e disse não enxergar “normalidade democrática” no país, sem apresentar provas
02/01/26 às 21:57h
Eduardo Bolsonaro critica postura da Polícia Federal e diz que não pode retornar ao Brasil

(Foto: reprodução)

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (2/1) que não pretende cumprir a determinação da Polícia Federal (PF) que ordena seu retorno imediato ao cargo de escrivão da corporação. A reação foi divulgada em vídeo e em publicações nas redes sociais, nas quais ele também fez críticas diretas à instituição.

Segundo Eduardo, a perda de seu mandato ocorreu em 18 de dezembro, por decisão da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, e não pelo plenário, como prevê o rito legislativo. Ele afirma que, no dia seguinte, a cassação foi publicada no Diário Oficial da União juntamente com a ordem para que reassumisse suas funções na Polícia Federal.

Em publicação na rede social X, o ex-parlamentar declarou que não pretende se submeter à decisão.

“Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a Polícia Federal”, escreveu.

Eduardo Bolsonaro ocupava o cargo de escrivão da PF antes de assumir o mandato parlamentar. Com o decreto publicado nesta sexta-feira, a corporação determinou que ele retorne à sua lotação original, na Delegacia da Polícia Federal de Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro.


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O ex-deputado, no entanto, afirmou que não tem condições de voltar ao Brasil no momento. Ele alegou ser alvo de “perseguição judicial” e disse não enxergar “normalidade democrática” no país, sem apresentar provas.

“É óbvio que eu não tenho condição de retornar ao Brasil agora. Vocês estão vendo, né? Jair Bolsonaro, mesmo após duas cirurgias, dias depois, retorna para a carceragem da Polícia Federal, enquanto que situações muito mais tranquilas, como, por exemplo, a do ex-presidente Fernando Collor, que tem apneia do sono, ele está em prisão domiciliar”, declarou o filho do ex-presidente.

No vídeo, Eduardo também afirmou que não pretende abrir mão do cargo na Polícia Federal de forma voluntária e que irá recorrer para mantê-lo.

“Não entregarei meu cargo na Polícia Federal de mãos beijadas, vou lutar por ele, porque eu sei que eu sou uma pessoa que batalhou para ser aprovado nesse concurso. Eu sei que querem pegar a minha aposentadoria da Polícia Federal porque eu contribuo para a PF, não contribuo para a aposentadoria de deputado federal”, concluiu.

 

*Com informações do Metrópoles