Amazonas deve chegar às eleições com representatividade feminina estagnada

Uma fala da vereadora Professora Jacqueline durante retorno oficial à Câmara Municipal de Manaus nesta segunda-feira (1) expõe uma realidade que os números confirmam. Embora as mulheres representem cerca de 51% dos eleitores do Amazonas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ocupam apenas 3 das 41 cadeiras da Câmara Municipal de Manaus (CMM). Isso significa que menos de 8% do Legislativo municipal é formado por mulheres.
Na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o cenário é um pouco melhor, mas ainda distante da paridade. Atualmente, cinco mulheres ocupam assentos na Casa: Joana Darc, Alessandra Campêlo, Débora Menezes, Mayara Pinheiro e Mayra Dias. Mesmo assim, os homens seguem dominando os principais espaços de poder no estado.
A situação se torna ainda mais crítica na representação federal. O Amazonas não possui atualmente nenhuma mulher no Senado e também está há mais de uma década sem eleger uma deputada federal. A última representante amazonense na Câmara dos Deputados foi Conceição Sampaio, eleita em 2014.
No Senado, a última mulher a representar o estado foi Vanessa Grazziotin, cujo mandato terminou em 2019. O cenário contrasta com o crescimento do debate sobre violência contra a mulher, igualdade salarial e participação feminina na política.
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Recentemente, uma pesquisa eleitoral realizada pelo Ipen para a Câmara dos Deputados reforçou o retrato da manutenção desse cenário. Os sete nomes mais fortes do levantamento são homens, mostrando que o topo das disputas eleitorais segue concentrado no eleitorado masculino e nas estruturas partidárias tradicionais.
Embora surjam pré-candidaturas femininas alternativas e com potencial simbólico rumo a Brasília, como Fernanda Aryel e Vanda Witoto, o desafio ainda é grande. Além da disputa por votos, mulheres ainda enfrentam barreiras internas dentro dos partidos para transformar maioria no eleitorado em representatividade política real.





