Sindicato descarta ‘catraca livre’ durante greve de ônibus

O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, afirmou em entrevista à Rede Onda Digital, nesta quarta-feira (05), que a categoria não pode adotar a chamada “catraca livre” durante a greve do transporte coletivo, devido a impedimentos legais e ao risco de novas multas.
Segundo ele, a medida já foi aplicada no passado e resultou em uma multa de R$ 1 milhão ao sindicato.
Givancir explicou que a liberação gratuita das catracas depende da autorização das empresas concessionárias, já que os ônibus e a arrecadação das passagens pertencem aos empresários.
“Nós já fizemos a catraca livre no passado. E o sindicato pagou um milhão de multa. Se a população pagar a multa, a gente faz. A gente não pode pegar um bem do empresário e fazer uma catraca livre. Não pode pegar um ônibus do empresário, a gasolina dele, para fazer isso. A não ser que ele tope”, afirmou.
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O presidente do sindicato lembrou que a experiência ocorreu em 2019, quando os ônibus circularam sem cobrança de passagem durante uma mobilização da categoria. Segundo ele, a iniciativa resultou em condenação judicial e na multa milionária.
A declaração foi dada em resposta a questionamentos frequentes da população nas redes sociais, onde muitos usuários defendem a adoção da catraca livre como forma de reduzir os impactos da greve para os passageiros.
Apesar de reconhecer que a medida beneficiaria os usuários do transporte coletivo, Givancir reiterou que o sindicato não pode repetir a ação sem autorização, sob pena de novas sanções.





