Quando a ausência também é um sinal político

A posse de Brena Dianná (UB) como deputada estadual, realizada nesta terça-feira (2), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), foi marcada por uma ausência que não passou despercebida nos bastidores políticos. Além do presidente da Casa, Adjuto Afonso (UB), apenas Felipe Souza (Podemos), Comandante Dan (Republicanos) e Alessandra Campêlo (PSD) acompanharam a cerimônia.
Na política, gestos costumam carregar mensagens. E, muitas vezes, a ausência fala mais do que um discurso, um aperto de mão ou uma fotografia. Por isso, o não comparecimento da maioria dos parlamentares à solenidade demostra mais do que posicionamentos ou declarações.
Embora não exista obrigação de participação em atos do tipo, eventos de posse costumam reunir deputados independentemente de alinhamentos políticos, justamente pelo caráter institucional. Quando isso não acontece, a ausência também representa uma escolha.
A chegada de Brena à Aleam ocorre em um momento de rearranjos políticos e articulações de olho nas eleições de 2026. Nesse contexto, cada movimento é observado com atenção, e a decisão de prestigiar ou não uma cerimônia ganha peso político.
Sem declarações públicas ou manifestações diretas, o principal recado do dia acabou vindo das ausências. O episódio também serve como um termômetro das relações dentro da Casa e mostrou que, na política, até mesmo quem não aparece acaba se posicionando.








