Veja quais grupos não podem tomar a vacina do Butantan contra dengue

A vacina tetravalente contra a dengue Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan, não é indicada para gestantes, lactantes (mulheres que amamentam) e puérperas que estejam em fase de amamentação. A restrição ocorre porque o imunizante ainda não foi testado nesses grupos, não havendo dados suficientes que comprovem sua segurança nessas situações.
A vacina foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária no fim de 2025 e passou a integrar o Programa Nacional de Imunizações (PNI) em janeiro deste ano. Inicialmente, a aplicação foi autorizada para pessoas entre 12 e 59 anos em projetos realizados nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Ceará.
Segundo especialistas, a contraindicação para gestantes segue uma recomendação comum para vacinas com vírus atenuado. Nesses casos, a ausência de estudos específicos impede a liberação do imunizante para mulheres grávidas.
Já para lactantes e puérperas que estejam amamentando, a preocupação é teórica e está relacionada à possibilidade de transmissão do vírus vacinal ao bebê por meio do leite materno. A restrição não se aplica às puérperas que não estejam amamentando.
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As autoridades de saúde orientam que mulheres vacinadas inadvertidamente durante a gestação ou amamentação procurem uma unidade de saúde para registrar o caso e receber acompanhamento médico adequado. A recomendação é que a notificação seja feita, preferencialmente, no local onde a vacina foi aplicada.
Além disso, o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do Instituto Butantan realiza o monitoramento dessas pacientes durante a gestação e até 60 dias após o nascimento da criança. O acompanhamento inclui contato periódico para avaliação do estado de saúde da mãe e do bebê.
A vacina Butantan-DV é considerada um dos principais avanços nacionais no combate à dengue e tem como objetivo ampliar a proteção da população contra os quatro sorotipos do vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Apesar disso, as recomendações de uso devem ser seguidas rigorosamente para garantir a segurança dos grupos que ainda não foram incluídos nos estudos clínicos.





