Vacina do Butantan contra dengue é suspensa após duas mortes suspeitas

O Ministério da Saúde anunciou, na tarde desta segunda-feira (8), a suspensão da vacina da dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão foi comunicada pelo ministro Alexandre Padilha, ao lado do diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Leandro Safatle, em coletiva de imprensa.
Desde o início da imunização, foram aplicadas cerca de 500 mil doses no país. De acordo com o sistema de vigilância, foram registrados 42 casos de reações severas possivelmente ligadas à vacina, incluindo duas mortes.
“Nós estamos tomando a decisão de descontinuar a atual estratégia de uso da vacina do Butantan”, afirmou Padilha. A suspensão será comunicada ainda hoje às secretarias estaduais e municipais de saúde, à rede de atenção primária e à rede de vigilância.
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O ministro explicou que ainda não há dados suficientes para estabelecer uma relação causal entre a vacina e os dois óbitos. A vacina do Butantan é a primeira do mundo aplicada em dose única e a primeira totalmente desenvolvida no Brasil.
Em São Paulo, a imunização começou no dia 6 de fevereiro, atendendo 216 mil profissionais da atenção básica, entre médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde e agentes de endemias. Em maio, o estado ampliou a vacinação para o público em geral, começando por pessoas de 59 anos.
A decisão do ministério interrompe a estratégia atual de uso do imunizante. A Anvisa e o Instituto Butantan devem investigar as causas das reações adversas e os dois óbitos para definir os próximos passos.





