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Turista argentina investigada por gestos racistas diz que imitação de macaco foi “brincadeira”

Em depoimento à polícia, advogada argentina alegou que gesto foi direcionado às suas amigas
18/01/26 às 09:32h
Turista argentina investigada por gestos racistas diz que imitação de macaco foi “brincadeira”

(Foto: Reprodução/vídeo)

A advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, afirmou em depoimento à polícia que ficou surpresa com a intimação após ter sido acusada de fazer gestos racistas contra o funcionário de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio. Ela teria dito que o gesto foi uma brincadeira, direcionada às suas amigas.

Ela foi flagrada em um vídeo chamando funcionários de um bar na Zona Sul de “mono”, macaco em espanhol, e imitando o animal. Veja o vídeo:

À imprensa, ela disse:

“A verdade é que eles fizeram gestos obscenos para mim (…) e que tentaram me enganar. Mas eu nego categoricamente que os gestos ofensivos tenham sido dirigidos a eles.

Minha reação de fazer aqueles gestos para minhas amigas depois de ser provocado com gestos obscenos foi errada, mas eu nem sabia que eles estavam nos observando. Não sabia que era crime no Brasil”.


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A pedido da 11ª DP (Rocinha), que investiga o caso, a Justiça determinou a apreensão do passaporte da argentina e pediu que ela fosse monitorada com o uso de tornozeleira eletrônica. Como ela entrou no Brasil apenas com a carteira de identidade, a Polícia Federal foi informada para impedir que ela deixe o Brasil com o documento.

O garçom do bar, vítima das ofensas, contou na delegacia que a mulher teria lhe apontado o dedo e proferido ofensas de cunho racial, ao chamá-lo de “negro” de forma pejorativa e discriminatória. A discussão teria acontecido por conta de um suposto erro no pagamento da conta.

*Com informações de G1