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Técnica de enfermagem presa em caso das mortes em hospital diz que colega tentou matá-la na UTI

Uma das técnicas de enfermagem presas esta semana admitiu ter tido caso com Marcos Vinícius, que teria matado pacientes
23/01/26 às 16:32h
Técnica de enfermagem presa em caso das mortes em hospital diz que colega tentou matá-la na UTI

A técnica de enfermagem Amanda Rodrigues (Foto: Reprodução/Redes sociais).

A técnica de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, presa por suspeita de matar pacientes, disse que o seu colega de trabalho Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, tentou assassiná-la enquanto ela se recuperava de uma cirurgia bariátrica no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF). Amanda, Marcos e Marcela Camilly Alves da Silva foram presos essa semana por suspeita de injetar substância letal que causou as mortes de três pessoas internadas no hospital.

Amanda teve que ser internada Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no dia 3 de dezembro, após ter infecção causada por uma cirurgia bariátrica. O advogado dela, Liomar Torres, alegou que Amanda recebeu medicação de Marcos e teve aceleração cardíaca muito forte e que a enfermeira chefe de plantão interviu e teria dito: “O Marcus tem que parar de fazer isso de ter acesso e regalia ao ambiente”.

A técnica de enfermagem alegou que começou a trabalhar no Anchieta em janeiro de 2025, e em fevereiro conheceu Marcos Vinícius, com quem ela confirmou ter tido também uma relação extraconjugal. Segundo o advogado, eles terminaram porque Marcos mentia muito no relacionamento.

O advogado de defesa de Amanda também informou que ela disse que não participou nem tinha conhecimento dos crimes e que não estaria trabalhando no dia da morte do carteiro Marcos Raymundo, de 33 anos. Ele mantém que sua cliente é inocente.

Em foto postada em sua rede social, Amanda aparece ao lado de Marcos e Marcela, sentada numa cadeira de rodas, enquanto se recuperava da sua internação. Na legenda da postagem, ela escreve:

“Foram dias difíceis com muitos esforços. Também com muitos sorrisos e lágrimas, mas em todos eles estive nas mãos da MINHA equipe UTI Anchieta, daqueles que não me deixaram enfraquecer. Estou de alta como paciente, mas retorno em breve para somar novamente em equipe. Faltaram muitas pessoas nas fotos, mas registro aqui minha total GRATIDÃO a TODOS. Esse é o meu time”.

Foto: Reprodução/Redes sociais.

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Entenda o caso: Mortes em hospital

As três vítimas foram o servidor da Companhia de Abastecimento de Água e Esgoto (Caesb), João Clemente Pereira, de 63 anos; o servidor dos Correios, Marcos Moreira, 33, e uma professora aposentada de 75 anos, que ainda não teve a identidade revelada.

Marcos Vinícius é investigado por administrar doses letais de medicamentos a pacientes internados na UTI, com o objetivo de matá-los. Segundo os investigadores, ele atuava há pelo menos cinco anos como técnico de enfermagem. Em uma das tentativas, quando não obteve sucesso, ele recorreu a injetar desinfetante na veia de uma das vítimas.

Segundo as investigações, o técnico entrava no sistema do hospital utilizando o login de um médico que não trabalhava mais lá. A PCDF investiga como Marcos conseguiu esse acesso.

Dentro do sistema, o suspeito prescrevia uma receita da medicação pura. Ao gerar o documento, ele seguia até a farmácia, pegava o remédio e o escondia em seu jaleco. Marcos então se dirigia aos leitos, momento em que as técnicas iniciavam a participação na ação. Enquanto o técnico administrava a droga, elas vigiavam a movimentação nos corredores e na porta dos leitos da UTI.

O próprio hospital suspeitou das condutas dos profissionais e denunciou às autoridades. A Polícia Civil segue apurando a possibilidade de outras ocorrências semelhantes em hospitais onde os técnicos trabalharam.

*Com informações de Metrópoles