Plataforma lista contato de todos os conselhos tutelares do país

O Movimento Violência Sexual Zero lançou, neste sábado (5/9), o Mapa Nacional dos Conselhos Tutelares, uma plataforma gratuita que funciona como atalho para os mais de 3,5 mil conselhos tutelares existentes no país e reúne informações de contato atualizadas.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Childhood Brasil, o Instituto Liberta, o Grupo Mulheres do Brasil e a Vibra Energia. O site traz, ainda, instruções sobre como formalizar uma denúncia relacionada a crimes que envolvam crianças e adolescentes.
Um dos canais sugeridos é o Disque 100, mantido pelo governo federal e que pode ser acionado para solicitar a apuração de situações suspeitas. A ligação é gratuita, e o denunciante pode permanecer no anonimato.
Os telefones da Polícia Militar (190) e da Polícia Rodoviária Federal (191) são indicados na plataforma para situações em que uma violação é presenciada.
Outra circunstância mencionada pela plataforma é o abuso sexual infantil cometido com o auxílio da internet, que demanda o envio de denúncias a instituições como a SaferNet (denuncia.org.br).
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O Brasil atingiu, nos últimos anos, um patamar bastante elevado de crimes sexuais envolvendo crianças e adolescentes no ambiente online.
Em balanço recente da rede internacional InHope, o país passou da 27ª para a 5ª posição, entre 2022 e 2024, no número de denúncias de páginas de distribuição de conteúdos de abuso sexual infantil.
Empresas que desejem apoiar a causa e implementar ações, assim como famílias e educadores que busquem materiais para saber como conversar sobre o tema com crianças e adolescentes, podem encontrar no site dicas de livros, ferramentas, materiais escritos e visuais e séries de vídeos com essas finalidades.
O Movimento Violência Sexual Zero também destaca dados estatísticos coletados por instituições de referência, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o DataSUS. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), outro integrante da lista, traz um número importante: apenas 8,5% dos casos registrados no país são denunciados.





