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Ex-ginasta tetraplégica conhece paciente que voltou a andar após tratamento com polilaminina

Segundo o relato publicado por Laís, após a aplicação, Bruno apresentou evolução progressiva e voltou a andar
18/02/26 às 16:00h
Ex-ginasta tetraplégica conhece paciente que voltou a andar após tratamento com polilaminina

Foto: Instagram/Reprodução

A ex-ginasta Laís Souza, que ficou tetraplégica após um acidente em 2014 durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno, compartilhou nas redes sociais o encontro com Bruno Drummond de Freitas, apontado como o primeiro paciente do mundo a receber polilaminina em um contexto de lesão medular aguda. Segundo o relato publicado por Laís, após a aplicação, Bruno apresentou evolução progressiva e voltou a andar, chegando a um estágio de alta independência funcional, com poucas sequelas residuais.

De acordo com a publicação, Bruno sofreu um grave acidente de carro em abril de 2018, com fraturas na coluna (C6 e T8). A lesão medular em C6 teria sido classificada como completa, com diagnóstico de tetraplegia. Laís afirmou que, menos de 24 horas após o trauma, ele passou por cirurgia e recebeu a substância, e que o primeiro movimento voluntário foi percebido semanas depois, com a flexão do dedão do pé.

Anvisa autoriza estudo clínico de fase 1 no Brasil

A repercussão ocorre em um momento em que a Anvisa autorizou, em 5 de janeiro de 2026, o início de um estudo clínico de fase 1 para avaliar a segurança do uso da polilaminina em humanos. A etapa prevê cinco voluntários, com lesões agudas completas da medula espinhal torácica (entre T2 e T10) com indicação cirúrgica e ocorrência há menos de 72 horas.


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O estudo é desenvolvido em parceria com a UFRJ e tem patrocínio da empresa Cristália, e, por se tratar de fase 1, o foco principal é comprovar segurança antes de qualquer ampliação para mais pacientes e outras etapas clínicas.

Laís alerta para golpe: “não está à venda”

Além do encontro, Laís Souza também fez um alerta público sobre tentativas de golpe envolvendo a suposta comercialização da polilaminina. Segundo ela, criminosos estariam se passando pela coordenadora da pesquisa para pedir doações via PIX e até “vender” a substância.

A orientação reforçada é clara: a polilaminina está em fase experimental e não é comercializada. A recomendação é buscar apenas canais oficiais, como o SAC do laboratório e a equipe responsável pela pesquisa.

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