Crianças e adolescentes ganham novas opções de tratamento para lúpus e esclerose múltipla

Crianças e adolescentes com doenças autoimunes como lúpus eritematoso sistêmico (LES) e esclerose múltipla passam a contar com novas alternativas de tratamento no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (20/7), a ampliação do uso de dois medicamentos para pacientes pediátricos.
O medicamento Benlysta® (belimumabe) teve o uso ampliado para crianças e adolescentes a partir de 5 anos com lúpus eritematoso sistêmico ativo. A autorização contempla a versão em caneta aplicadora/autoinjetora como tratamento complementar para pacientes com alto grau de atividade da doença, que já utilizam outros medicamentos indicados para o controle do lúpus.
A nova opção de aplicação pode trazer mais conforto aos pacientes, já que reduz a necessidade de deslocamentos frequentes até centros de infusão. A versão intravenosa do medicamento já era aprovada para o público pediátrico.
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Outro avanço aprovado pela Anvisa foi a ampliação do uso do Ocrevus® (ocrelizumabe) para adolescentes a partir de 12 anos e com peso corporal igual ou superior a 40 quilos no tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR).
A esclerose múltipla pediátrica é menos comum do que em adultos, mas pode apresentar alta atividade inflamatória e impactos no desenvolvimento escolar, cognitivo e social dos pacientes. Segundo a Anvisa, o acesso precoce a terapias capazes de modificar a evolução da doença é considerado importante para o acompanhamento desses casos.
As aprovações foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) e ampliam as opções terapêuticas disponíveis para crianças e adolescentes com condições autoimunes de maior complexidade.





