CFM passa a usar inteligência artificial para fiscalizar médicos no Brasil

O Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou nesta terça-feira (09/06) um novo sistema de inteligência artificial para reforçar a fiscalização do exercício da medicina em todo o país, em parceria com os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs).
A ferramenta faz parte da Plataforma Nacional de Fiscalização e, segundo o órgão, deve aumentar em cerca de 30% o número de inspeções nos próximos dois anos. A ideia é tornar o trabalho mais rápido, com mais capacidade de identificar irregularidades e situações de risco na área da saúde.
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O presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, afirmou que a tecnologia vai ajudar, mas não substitui o trabalho dos médicos fiscais. “Estamos colocando a tecnologia a serviço da fiscalização para aumentar a eficiência, ampliar o alcance das ações e oferecer respostas mais rápidas às demandas da sociedade. É uma ferramenta de grande importância, mas que jamais irá substituir o médico”, garantiu o presidente da instituição.
O sistema reúne dados de diferentes bases oficiais e também pode cruzar informações e monitorar conteúdos em redes sociais. Segundo o CFM, o objetivo é identificar desde problemas estruturais em unidades de saúde até possíveis casos de exercício ilegal da medicina, sempre seguindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).





