Casos de infarto em jovens aumentam e acendem alerta para hábitos de vida

Foto: SESA/Governo do Paraná
O número de jovens que procuram atendimento médico com sintomas de infarto tem crescido nos últimos anos, segundo dados do Ministério da Saúde.
Entre 2022 e 2024, foram registrados mais de 234 mil atendimentos relacionados à condição em pacientes com menos de 40 anos, o que indica uma mudança no perfil das doenças cardiovasculares.
Conforme especialistas, o aumento está diretamente ligado ao estilo de vida. Fatores como sobrepeso e obesidade, associados à hipertensão, diabetes e colesterol elevado, elevam o risco de obstrução das artérias do coração.
O levantamento também aponta o impacto de hábitos comuns entre jovens, como o uso de cigarros eletrônicos, anabolizantes, energéticos em excesso e drogas ilícitas.
Entre os chamados fatores de risco silenciosos, o histórico familiar tem papel relevante. Casos de infarto precoce na família e condições genéticas, como a hipercolesterolemia familiar, exigem atenção e acompanhamento desde cedo.
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O alerta indica ainda que a prevenção é fundamental. Sedentarismo, estresse crônico e alimentação inadequada aumentam significativamente o risco cardiovascular. Dessa maneira, cerca de 90% dos infartos estão associados a causas evitáveis, conforme os profissionais de saúde.
Dor no peito, falta de ar e desmaios, especialmente durante esforços, devem ser investigados, mesmo em pacientes jovens.
Com informações do Metrópoles.






