Brasil tem 336 procurados por feminicídio com mandados de prisão em aberto

Um levantamento do G1 identificou 336 homens condenados ou investigados por feminicídio que seguem foragidos da Justiça em todo o país, apesar de terem mandados de prisão em aberto. Os casos envolvem crimes consumados e tentativas e incluem ordens de prisão preventiva, mandados de recaptura e determinações após condenação definitiva.
Os procurados estão distribuídos por 25 estados, com maior concentração em São Paulo, Bahia, Maranhão e Pará. Entre eles há réus que romperam tornozeleiras eletrônicas, investigados que fugiram durante o processo e condenados que nunca chegaram a ser presos, mesmo após decisões judiciais transitadas em julgado.
Os dados foram obtidos no Banco Nacional de Medidas Penais e Mandados de Prisão (BNMP), do Conselho Nacional de Justiça, e reúnem registros desde o fim dos anos 1990 até 2023. Para especialistas, o principal problema não é a identificação dos autores, mas o cumprimento das ordens de prisão.
Segundo a delegada Eugênia Villa, referência na criação de delegacias especializadas em feminicídio, cada mandado pendente representa uma mulher assassinada e uma família impactada.
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O levantamento ocorre em um contexto de alta da violência de gênero: os assassinatos de mulheres bateram recorde no Brasil em 2025.
Entre os casos mapeados estão condenados a longas penas que fugiram antes de iniciar o cumprimento da sentença, réus que desapareceram após progressão de regime e investigados que permanecem em liberdade apesar de decisões judiciais.
Com informações do G1.





