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Advogada argentina acusada de fazer gestos racistas no RJ coloca tornozeleira eletrônica

Agostina Páez teve passaporte retido após confusão em bar no RJ: Ela foi filmada fazendo gestos que imitavam um macaco
21/01/26 às 16:45h
Advogada argentina acusada de fazer gestos racistas no RJ coloca tornozeleira eletrônica

A advogada Agostina Páez (Foto: Reprodução/Redes sociais).

A advogada argentina Agostina Páez, 29 anos, que foi filmada fazendo gestos racistas em um bar no Rio de Janeiro na semana passada, instalou nesta quarta (21/1) a tornozeleira eletrônica. Ela é investigada sobre o caso, e a medida é uma das previstas na decisão da Justiça sobre o caso.

Agostina registrou um boletim de ocorrência por ameaças, na terça (20), junto à Delegacia Especial de Apoio ao Turista. Em entrevista ao jornal argentino Clarín, ela disse ter recebido ameaças nas redes e que “pessoas estranhas” estariam rondando a portaria do prédio onde ela está hospedada.

Ela disse ao jornal:

“Já registrei queixa e agora estou prestes a me mudar para outro lugar. Os brasileiros me odeiam”.

A Polícia Civil do RJ disse à imprensa que as denúncias dela estão sendo investigadas.


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Entenda o caso: Episódio de racismo

O caso aconteceu no dia 14. O funcionário de um bar onde Agostina estava com amigas denunciou que a advogada teria lhe apontado o dedo e proferido ofensas de cunho racial ao chamá-lo de “negro” de forma pejorativa e discriminatória. Ele foi ouvido novamente ontem (20).

A confusão foi iniciada após a argentina alegar suposto erro no pagamento de uma conta. Enquanto o gerente do bar apurava as despesas, Agostina deu início aos xingamentos e ofensas discriminatórias contra o funcionário, segundo a polícia. Parte da confusão foi registrada em vídeo e as imagens mostram a argentina imitando gestos de macaco e reproduzindo sons do animal para a vítima. Ela também proferiu a palavra “mono”, expressão em espanhol para se referir a macaco de forma racista.

Veja a cena:

Em depoimento, a advogada afirmou que estava “brincando” e que os gestos tinham sido direcionados às suas amigas. Ela teve o passaporte apreendido, e só prestou depoimento sobre o caso quando o documento foi retido, no dia 17.

Ela também afirmou que não sabia que seu comportamento era considerado crime no Brasil.

*Com informações de UOL