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Petrobras planeja perfurar 22 novos poços na Amazônia a partir de 2026

A base de operações em Urucu, no Amazonas, concentra atualmente cerca de 100 poços, dos quais 75 estão em operação
29/01/26 às 09:03h
Petrobras planeja perfurar 22 novos poços na Amazônia a partir de 2026

Foto: Geraldo Falcão/Agência Petrobras

A Petrobras pretende iniciar, em 2026, a perfuração de 22 novos poços de petróleo e gás natural na Bacia do Solimões, no Amazonas. A medida faz parte da estratégia da estatal para compensar o declínio natural da produção de poços mais antigos e manter o fornecimento de energia, especialmente para a Região Norte.

Segundo a empresa, 20 poços serão perfurados entre 2026 e 2030 em áreas já conhecidas da bacia, enquanto outros dois terão caráter exploratório, com potencial para abrir novas fronteiras de produção. No entanto, a Petrobras ressalta que não há garantia de viabilidade produtiva ou comercial antes da conclusão das perfurações.

A base de operações em Urucu, localizada a cerca de 650 quilômetros de Manaus, concentra atualmente cerca de 100 poços, dos quais 75 estão em operação.

A produção local alcança aproximadamente 105 mil barris de óleo equivalente por dia (cerca de 3,5% do consumo nacional) além de 13,5 milhões de metros cúbicos de gás natural diários, responsáveis por cerca de 65% da geração de energia elétrica da capital amazonense.

A região também abastece o Norte e parte do Nordeste com cerca de 80 mil botijões de gás de cozinha por dia. O escoamento da produção é feito por dutos até Coari e, de lá, por vias fluviais, enquanto o gás natural segue diretamente para Manaus por um gasoduto de 663 quilômetros.


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Conforme a Petrobras, a exploração em Urucu ocorre com foco na preservação ambiental. A empresa afirma ocupar apenas 2% da área concedida e manter o restante da floresta preservado. Após o encerramento das atividades, as áreas são reflorestadas com espécies nativas (mais de 1,5 milhão de mudas já foram plantadas).

No município de Coari, onde está localizada a base, os royalties do petróleo ultrapassaram R$ 274 milhões desde 2020, contribuindo para a economia local. A estatal também afirma ter como meta zerar as emissões operacionais de gases de efeito estufa até 2050, dentro de sua estratégia de transição energética.

(*) Com informações de CNN Brasil.