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Fundo Amazônia investe R$ 80 milhões em agricultura familiar e povos tradicionais

O objetivo é modernizar a infraestrutura produtiva e garantir que comunidades consigam acessar mercados institucionais de peso
04/02/26 às 15:01h
Fundo Amazônia investe R$ 80 milhões em agricultura familiar e povos tradicionais

Foto: Ministério do Desenvolvimento

O Fundo Amazônia lançou, na terça-feira (3/2), um edital de R$ 80 milhões voltado ao fortalecimento da produção de alimentos por povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares. A iniciativa integra o projeto Florestas e Comunidades: Amazônia Viva, em uma parceria estratégica entre o BNDES, MMA, MDA e Conab.

O objetivo central é modernizar a infraestrutura produtiva e garantir que essas comunidades consigam acessar mercados institucionais de peso, retirando o atravessador da jogada e agregando valor ao produto local.

Detalhes do Investimento

Os recursos são não reembolsáveis (fundo perdido) e serão distribuídos da seguinte forma:

  • Abrangência: Estados da Amazônia Legal (AC, AM, AP, MA, MT, PA, RO, RR e TO).
  • Projetos: Pelo menos 32 propostas serão selecionadas.
  • Valores: Entre R$ 500 mil e R$ 2,5 milhões por projeto.
  • Prioridade: Organizações que demonstrem protagonismo feminino, participação de jovens e atuação em cadeias da sociobiodiversidade.

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O que pode ser financiado?

As entidades (cooperativas, associações e ONGs) poderão utilizar o aporte para:

  1. Infraestrutura: Compra de máquinas, equipamentos e realização de obras.
  2. Capacitação: Assistência técnica, extensão rural e pesquisa tecnológica (limitado a 50% do valor total).
  3. Formalização: Estruturação para atender programas governamentais como o PAA (Aquisição de Alimentos) e o PNAE (Alimentação Escolar).

“O foco é permitir que quem produz também consiga comercializar e industrializar, garantindo que a riqueza da floresta permaneça com quem vive nela”, destacou a gestão do projeto durante o lançamento.

Integração e Segurança Alimentar

Além de gerar renda, o edital busca fortalecer a segurança alimentar na região. Ao estruturar as cadeias de “SocioBio”, o projeto une a preservação ambiental com a inclusão produtiva, transformando a conservação da floresta em um ativo econômico viável para as populações locais.

*Com informações de Agência Brasil.