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Bolsa Verde reduz desmatamento em até 30% na Amazônia e evita milhões de toneladas de CO₂, aponta estudo

Pesquisa destaca impacto em regiões críticas como Pará, Mato Grosso, Rondônia e Acre, com preservação de milhares de hectares
18/03/26 às 14:59h
Bolsa Verde reduz desmatamento em até 30% na Amazônia e evita milhões de toneladas de CO₂, aponta estudo

Foto: Frame TV Brasil

Um estudo científico com participação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais revelou que áreas da Amazônia atendidas pelo Programa Bolsa Verde registraram redução de cerca de 30% no desmatamento. O levantamento também aponta que a política evitou a perda de 22,6 mil hectares de floresta e impediu a emissão de aproximadamente 8,3 milhões de toneladas de dióxido de carbono.

Os resultados foram publicados na revista Journal of Environmental Economics and Management e se baseiam na análise de 317 áreas que reúnem cerca de 21 mil famílias, principalmente na região conhecida como Arco do Desmatamento. Essa faixa crítica se estende do leste e sul do Pará, atravessa Mato Grosso e alcança Rondônia e Acre, concentrando historicamente os maiores índices de devastação da floresta.

Segundo o estudo, assentamentos e unidades de conservação de uso sustentável localizados nessas regiões apresentaram desempenho significativamente melhor quando incluídos no programa, em comparação com áreas semelhantes que não receberam o benefício. A diferença reforça o Bolsa Verde como uma ferramenta eficaz no combate ao desmatamento, especialmente nas áreas mais pressionadas.


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Além do impacto ambiental, a pesquisa destaca o custo-benefício da iniciativa. As emissões evitadas foram estimadas em cerca de 199 milhões de dólares, valor equivalente a 2,8 vezes o custo total da primeira fase do programa. O custo médio para evitar a emissão foi calculado em 8,6 dólares por tonelada de CO₂, abaixo de diversas iniciativas de mercado voltadas à redução de emissões.

O Bolsa Verde combina transferência de renda com preservação ambiental, destinando pagamentos trimestrais a famílias em situação de vulnerabilidade que vivem em áreas estratégicas para conservação, incluindo unidades de conservação de uso sustentável, assentamentos da reforma agrária e territórios de povos e comunidades tradicionais.

Os dados reforçam o papel de políticas públicas que integram inclusão social e proteção ambiental, indicando que iniciativas desse tipo têm impacto direto justamente nas áreas mais críticas da Amazônia e podem contribuir de forma consistente para reduzir o desmatamento e as emissões de gases de efeito estufa no país.

Confira o estudo completo clicando aqui. 

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