Sobreviventes e familiares de vítimas de naufrágio: saiba como pedir apoio psicológico

Foto: Divulgação
Os familiares e sobreviventes do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, ocorrido na última sexta-feira (13/02), no Encontro das Águas, ocorrido na sexta-feira (13/02), estão recebendo atendimento psicológico. O serviço está sendo realizado através de parceria entre as secretarias de Estado de Saúde (SES-AM) e de Assistência Social e Erradicação da Pobreza (Seas), que disponibilizaram o telefone (92) 99489 8454 para quem precisar desse tipo de atendimento.
De acordo com a secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, para quem está na capital, o atendimento está sendo prestado no Centro de Saúde Mental do Amazonas (Cesmam), enquanto no interior, especialmente em Nova Olinda do Norte, o atendimento é por telessaúde, através do programa Saúde AM Digital. Ambos os serviços, afirma a secretária, possuem psicólogos e psiquiatras para acolher e tratar quem estiver precisando.
Além de oferecer acompanhamento psicológico, a SES-AM prestou atendimento a cinco sobreviventes em unidades da rede de saúde da capital, todos já receberam alta, com orientação de retorno caso necessário.
A Secretária de Estado de Assistência Social, Kelly Patrícia, ressaltou que o encaminhamento das famílias aos serviços de atendimento psicológico está sendo feito pela Seas, através do telefone ou para quem for diretamente no container da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados e Contratados do Estado do Amazonas (Arsepam), no porto de Manaus, que está servindo de ponto de referência para as famílias.
“A gente está fazendo uma base integrada, inclusive com o vice-prefeito de Novo Olinda, Cristian Martins, que é secretário municipal de Saúde, que também tem dado todas as informações das pessoas que estão indo para Novo Olinda e de quem está vindo para Manaus a procura de informação. A Seas está fazendo o primeiro atendimento para entender a necessidade de acompanhamento junto à Secretaria de Estado de Saúde”, afirmou Kelly Patrícia.
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De acordo com a secretária executiva de Assistência da SES-AM, Liege Menezes, que é psicóloga, o acolhimento e o acompanhamento são essenciais para quem passou por situações de traumas como o vivenciado no naufrágio. Em situações de catástrofe, afirma, os sobreviventes podem ter vários tipos de transtornos traumáticos, como transtorno fóbico, ansiedade e depressão.
A Secretaria de Estado de Saúde está com a uma equipe e suporte no Centro de Saúde Mental na capital, tanto com psiquiatra, como psicólogo, com assistente social, para todas as famílias sobreviventes e os familiares dos passageiros que vieram a óbito ou estão desaparecidos.
“No interior, nós estamos com a estrutura montada, já com a Telessaúde, pelo programa Saúde AM Digital, onde também vamos estar oferecendo o serviço nas especialidades de psiquiatra e psicólogo, para todo suporte necessário. E aí, através do número 99489-8454, as pessoas devem entrar em contato para que a gente possa estar dando a assistência devida”.





