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Saiba como se proteger da dengue durante o período chuvoso no Amazonas

Enfermeira infectologista Ana Carolina reforça que medidas simples no dia a dia fazem toda a diferença
17/02/26 às 10:00h
Saiba como se proteger da dengue durante o período chuvoso no Amazonas

(Foto: Reprodução / Palácio Piratini)

O período chuvoso no Amazonas traz alívio para o calor intenso, mas também acende um alerta importante: é justamente nessa época que os casos de dengue costumam aumentar. A combinação entre altas temperaturas e o acúmulo de água parada cria o cenário perfeito para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o verão brasileiro favorece o desenvolvimento do inseto porque as chuvas aceleram o ciclo de vida do mosquito. Em condições ideais, o Aedes pode sair do estágio de ovo e se tornar adulto em apenas sete a dez dias. Por isso, o cuidado da população dentro de casa é considerado a principal arma contra a dengue.

Para orientar sobre as melhores formas de prevenção, a reportagem ouviu a enfermeira infectologista Ana Carolina, docente da Wyden, que reforçou que medidas simples no dia a dia fazem toda a diferença.

“Estamos em época de muita chuva e o mosquito se prolifera justamente em locais onde fica água parada. Por isso, é fundamental esvaziar e lavar caixas d’água, pratinhos de plantas, manter garrafas viradas para baixo, verificar calhas e ralos, guardar baldes e recipientes sempre cobertos. Quem tem animais de estimação também deve trocar diariamente a água dos bebedouros”, explicou a especialista.

Enfermeira infectologista Ana Carolina (Foto: Acervo pessoal)

Sintomas podem ser confundidos

Outro ponto destacado pela infectologista é que muitas pessoas demoram a procurar atendimento médico porque confundem os sintomas da dengue com uma simples gripe ou virose.

“A maioria das pessoas acaba confundindo esses sintomas porque temos várias doenças virais circulando ao mesmo tempo. Mas é importante reforçar que febre alta, dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas e mal-estar podem indicar dengue. Se aparecer algum desses sinais, é preciso procurar o serviço de saúde imediatamente”, alertou Ana Carolina.

Ela lembra que o atendimento rápido é essencial para evitar complicações mais graves da doença. “Não se deve ficar se automedicando. O acompanhamento médico é fundamental para que seja feita a avaliação de risco e para evitar o agravamento do quadro”, reforçou.

Sinais de alerta exigem urgência

De acordo com a infectologista, existem sintomas considerados de alerta que indicam necessidade de atendimento imediato. Entre eles estão dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, desmaio, sangramentos e dificuldade para respirar.

“Esses são sinais de que a doença pode estar evoluindo para uma forma mais grave. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas fazem parte do grupo de risco e precisam de atenção ainda mais rápida”, explicou.


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Além disso, a profissional destaca que a hidratação é uma das medidas mais importantes para quem já foi diagnosticado com dengue.

“É fundamental reforçar a ingestão de líquidos e seguir corretamente as orientações médicas. O tratamento adequado evita complicações como a dengue hemorrágica”, afirmou.

Proteção individual também é importante

Embora o combate aos focos do mosquito seja a principal estratégia, Ana Carolina lembra que medidas de proteção pessoal ajudam a reduzir o risco de picadas.

“Além dos cuidados com o ambiente, existem medidas de proteção individual. O uso de repelentes é muito importante, assim como a instalação de telas e mosquiteiros, principalmente em locais com crianças, idosos e pessoas com alguma doença de base. Também é recomendado usar roupas claras que cubram braços e pernas, principalmente no fim da tarde e à noite”, orientou.

Ventiladores e ar-condicionado também podem ajudar, já que o mosquito tem mais dificuldade de voar em ambientes com circulação de ar.

Prevenção começa em casa

Especialistas e autoridades de saúde são unânimes ao afirmar que cerca de 80% dos criadouros do Aedes aegypti estão dentro das residências. Por isso, dedicar alguns minutos por semana para vistoriar quintais e eliminar possíveis focos é fundamental.

A recomendação é simples: verificar qualquer objeto que possa acumular água, pneus, tampas, garrafas, caixas d’água destampadas, lajes e calhas entupidas. Receber os agentes de saúde e seguir as orientações da vigilância também são atitudes essenciais.

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