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Novo portal da Saúde do AM permite acompanhar filas, atendimentos e serviços em tempo real

Wilson Lima defendeu que o desafio não é apenas erguer prédios, mas garantir o funcionamento das unidades
26/01/26 às 11:51h
Novo portal da Saúde do AM permite acompanhar filas, atendimentos e serviços em tempo real

Foto: Rede Onda Digital

O Governo do Amazonas Wilson Lima lançou, nesta segunda-feira (26/01), um novo portal da Saúde que passa a permitir o acompanhamento, em tempo real, de filas de espera, volume de atendimentos e serviços oferecidos na rede estadual. A ferramenta é apresentada como um avanço na transparência e na organização do sistema público de saúde.

Segundo o governador, a principal mudança na gestão da saúde foi a reorganização da rede por meio da tecnologia. De acordo com ele, o estado enfrentava processos considerados ultrapassados, com uso excessivo de papel, perda de informações, retrabalho e fluxos de atendimento desatualizados.

Com a digitalização e implantação de sistemas, o governo afirma que passou a ter maior controle sobre a demanda das unidades, o que permite decisões mais rápidas e direcionamento de recursos conforme a necessidade de cada hospital ou serviço.

O principal desafio na rede estadual de saúde do Amazonas era organizar a rede, porque ela estava toda desorganizada. Os processos ainda eram arcaicos, com trânsito de papel, com perda de informação, com repetição de procedimentos, com fluxos que precisavam ser modernizados, com metodologia e a implantação de novos equipamentos para agilizar os atendimentos”, disse ele.

Veja o vídeo:

 

Tempo de espera disponível 

Um dos principais destaques do portal é a divulgação do tempo de espera para atendimento em SPAs e policlínicas da rede estadual. A proposta é que o cidadão possa consultar as informações antes de sair de casa e escolher a unidade com menor fila.

A plataforma também disponibiliza dados sobre número de atendimentos realizados e os serviços ofertados em cada unidade. O acesso não é restrito apenas à gestão estadual: órgãos de controle, parlamentares, imprensa e a população em geral podem acompanhar os dados.

De acordo com o governo, essa é a primeira versão do sistema, que ainda deve passar por ampliações e ganhar novas funcionalidades nos próximos meses.

O cidadão também pode acompanhar. E isso é importante porque a gente está colocando o tempo de espera de atendimento nas unidades de saúde. Isso é fundamental para o paciente na hora de tomar uma decisão que unidade ele deve procurar. Então tem ali cada unidade, qual o tempo que está sendo de espera no SPA, numa policlínica”, destacou Wilson Lima.

Veja o vídeo:

 


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Interior e Telesaúde

Outro ponto destacado é o uso da tecnologia para reduzir a distância entre pacientes do interior e os serviços especializados. O estado ampliou a oferta de Telesaúde, com consultas médicas a distância em diversas especialidades e atendimento médico 24 horas.

Conforme o governador, nas consultas especializadas via Telesaúde o tempo de espera não ultrapassa 20 dias. A gestão também afirma ter ampliado leitos de UTI no interior e implantado um sistema que monitora, em tempo real, a demanda por leitos em diferentes regiões.

O interior, naturalmente, que tem uma dinâmica diferente com relação à cidade e o que a gente está trabalhando com o cidadão é a questão da telemedicina. Isso, para ele, é fundamental, porque ele não vai enfrentar tanta dificuldade numa unidade de saúde lá com relação ao tempo de espera  a um atendimento. Na nossa telesaúde, ele não espera mais de 20 dias para ter uma consulta especializada marcada. Então isso, para ele, lá vai funcionar dessa forma, levando em consideração que é uma dinâmica diferente em relação à capital”, disse ele.

Veja vídeo:

 

Manter custa mais que construir

Durante a apresentação, Wilson Lima ressaltou os custos da rede hospitalar. Segundo ele, a construção de um complexo hospitalar pode custar entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões, mas a manutenção mensal de uma estrutura desse porte varia entre R$ 32 milhões e R$ 35 milhões.

Ele defendeu que o desafio não é apenas erguer prédios, mas garantir o funcionamento das unidades. Como exemplo, citou o Hospital Delphina Aziz, que, segundo o governo, passou de 35 leitos ativos em 2018 para 362 atualmente, além da oferta de serviços como transplante de rim e fígado, implante coclear e ampliação de transplantes de córnea.

Com relação à construção e ao funcionamento das unidades de saúde, hoje, um hospital como um Complexo Hospitalar Sul, ele deve estar orçado em 100 milhões, 150 milhões de reais. Isso é a construção, é uma obra entregue, pronta. Para manter um complexo daquele, você gasta por mês 32, 35 milhões de reais. Então, é muito mais barato você construir do que você manter uma unidade dessa. Agora, não adianta você só construir se você não colocar para funcionar. O problema do Amazonas não era a falta de hospitais”, afirmou Wilson Lima.

Veja o vídeo: