Jovem quase é degolado por linha de cerol em Manaus

Screenshot
Um jovem, que não teve o nome revelado, foi quase degolado por uma linha de cerol, nesta quinta-feira (08/01), no bairro Educandos, zona Sul de Manaus.
Segundo a vítima, ela estava caminhando nas proximidades da Orla do Amarelinho, quando foi atingida pela linha que estava esticada no local.
Leia mais
VÍDEO: Mulher morre degolada por linha com cerol enquanto pilotava moto
O jovem sofreu cortes profundos no pescoço e nos braços, ao tentar retirar a linha de cerol.
Ele afirmou ter escapado de uma tragédia devido ao uso ilegal do material.
Proibido
Cabe ressaltar que o uso de cerol (cola misturada com pedaços de vidro) é um dos projetos que tramitam nas casas legislativas.
Em 2025, o Senado aprovou um projeto de lei que reforça e amplia a proibição do uso da linha de cerol em todo o Brasil, prática já vetada em diversos estados e municípios por representar risco grave à vida, especialmente de motociclistas, ciclistas e pedestres, que hoje utilizam uma antena nas motocicletas para evitar cortes.
A proposta proíbe a fabricação, comercialização e utilização de cerol, prevendo pena de um a três anos de detenção, além de multa. A única exceção prevista no texto é para linhas cortantes destinadas a fins industriais, técnicos ou científicos. O projeto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde aguarda inclusão na pauta.
O texto também estabelece punições rigorosas para quem desrespeitar a norma. Estabelecimentos comerciais poderão ter os produtos apreendidos sem direito a indenização, sofrer cassação do alvará de funcionamento e pagar multas de até R$ 30 mil. Já os usuários flagrados utilizando cerol estarão sujeitos à mesma pena de detenção, desde que o fato não configure crime mais grave, além de multa superior a R$ 2 mil, valor que pode dobrar em caso de reincidência.
Nos casos envolvendo menores de idade, a responsabilidade recai sobre os responsáveis legais, que poderão ser multados em até 40 salários mínimos. A iniciativa busca reforçar a segurança pública e evitar acidentes fatais causados pelo uso do material, frequentemente registrado em períodos de férias e maior circulação de pipas.
(*) Matéria contém informações da Agência Brasil






