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Indígenas cobram apuração sobre morte em tiroteio entre Exército e traficantes na fronteira com a Colômbia

Exército do Brasil nega responsabilidade por morte de indígena
24/01/26 às 09:14h
Indígenas cobram apuração sobre morte em tiroteio entre Exército e traficantes na fronteira com a Colômbia

Indígenas do povo hupta (Foto: Folha de S. Paulo).

Indígenas do povo hupta, de recente contato com o homem branco, estão pedindo apuração sobre a morte de um homem e o ferimento de outro, ocorridos no dia 8 de janeiro após um tiroteio entre militares do Exército brasileiro e supostos narcotraficantes. O incidente aconteceu na região do rio Papuri, próximo à fronteira entre Brasil e Colômbia.

Relatos apresentados em reuniões com lideranças indígenas indicam que ao menos 54 disparos foram efetuados por militares do 1º Pelotão Especial de Fronteira (1º PEF), em área da Terra Indígena Alto Rio Negro, no noroeste do Amazonas.

De acordo com o site Sumaúma, cápsulas de projéteis foram recolhidos e enviados à equipe de investigação do incidente.

Devido ao tiroteio, um indígena hupda foi encontrado ferido por arma de fogo na margem do rio, e, no dia seguinte, Sandro Barreto Andrade, de 19 anos, foi localizado já morto por moradores de comunidades próximas.

Segundo testemunhas, quatro hupdas pescavam na região no momento dos disparos e pelo menos dois deles teriam sido atingidos por tiros vindos do lado brasileiro.


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O Exército nega responsabilidade pelas vítimas e afirma que os disparos foram uma reação em legítima defesa durante patrulhamento de rotina, após ataque de embarcações que trafegavam no sentido Colômbia–Brasil.

O indígena ferido foi transferido para Manaus e se encontra em condição estável. Organizações indígenas, como a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), preparam relatório para envio à Funai e ao Ministério Público, solicitando investigação. A Funai e o Ministério da Saúde lamentaram a morte do jovem e informaram que prestam assistência às comunidades.

*Com informações de BNC Amazonas