“É o Everest do mergulho”: Entenda complexidade das buscas por vítimas de naufrágio no Encontro das Águas

Tenente Pinheiro, comandante do Grupamento de Operações Aquática do Corpo de Bomebeiros Militar do Amazonas (CMBAM) (Foto: Rede Onda Digital)
O tenente Pinheiro, comandante do Grupamento de Operações Aquáticas do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), detalhou à Rede Onda Digital, nesta sexta-feira (6/3), os desafios enfrentados pelas equipes de resgate na operação de buscas pelas vítimas do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, ocorrido no dia 13 de fevereiro no Encontro das Águas, em Manaus.
Em entrevista, o tenente comparou as condições extremas do local ao Everest do mergulho. “A nossa região extrapola todo tipo de equipamento que a gente imagine. Eu tenho comparado o nosso ambiente como se fosse o Everest do mergulho, em relação às condições, não só de profundidade, mas de força, de correnteza, às mudanças climáticas que alteram muito o ambiente”, afirmou.
Ele também destacou que o próprio naufrágio foi causado por um evento meteorológico adverso. “Inclusive, um dos motivos do naufrágio foi uma mudança climática, um evento meteorológico adverso. As equipes continuam lutando para conseguir chegar. A gente vai ter que criar novas técnicas, a gente vai ter que ampliar a capacidade de resposta do Corpo de Bombeiros, que foi desafiado por essa ocorrência”, completou.
O tenente também deixou orientações importantes para quem viaja de barco na região. “Verifique se a lotação está sendo respeitada. Os nossos ajatos não são ônibus, não está previsto gente em pé. Não entre, não viaje em uma embarcação que está em superlotação”, alertou.
Pinheiro lembrou ainda que os grandes naufrágios ocorridos no Amazonas tiveram como causa principal a superlotação ou sobrecarga das embarcações. A operação de buscas completa quatro semanas nesta sexta-feira (6), com três mortos confirmados e cinco desaparecidos.





