Fiocruz Amazônia debate medicinas indígenas em palestra on-line

O Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia realiza nesta sexta-feira, 24 de julho, às 10h (horário de Manaus), a palestra “O que são as medicinas indígenas e como estão sendo construídas no campo acadêmico e nas políticas públicas”. A atividade é on-line e gratuita, ministrada pelo pesquisador André Fernando Baniwa, assessor técnico em Medicinas Indígenas na Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai/Ministério da Saúde).
O evento é coordenado pelo Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros Grupos Vulneráveis (Sagespi), da Fiocruz Amazônia, e conta com moderação do pesquisador Fernando José Herkrath.
O que diz o pesquisador
Segundo André Baniwa, as medicinas indígenas constituem sistemas próprios de cuidado, cura e produção de saúde, fundamentados em conhecimentos ancestrais que articulam corpo, espírito, território, natureza e coletividade.
“No campo acadêmico, vêm sendo reconhecidas como saberes legítimos, especialmente por meio de pesquisas interculturais, da valorização das epistemologias indígenas e do diálogo entre ciência e tradição”, afirma o pesquisador.
Baniwa acrescenta que, nas políticas públicas, a incorporação desses saberes ocorre principalmente pelo Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (Sasi-SUS), voltado a respeitar práticas tradicionais e promover a atenção diferenciada. Para ele, esse processo fortalece a defesa dos direitos dos povos indígenas e contribui para a construção de modelos de saúde interculturais no Brasil.
Como acessar a transmissão
A palestra será transmitida pela plataforma Microsoft Teams. Interessados podem acessar pelo link direto da reunião, utilizando o ID 296 112 277 061 556 e a senha NT9rD3Sx.
Quem é André Fernando Baniwa
André é liderança do povo Baniwa, escritor e empreendedor social, além de assessor técnico em Medicinas Indígenas na Sesai. É graduado em Agrozootecnia e possui formação tecnológica em Gestão Ambiental, com mestrado em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais pela Universidade de Brasília (UnB).
É autor dos livros “25 anos de gestão de associativismo da OIBI para o bem viver Baniwa e Koripako” (2018) e “Bem viver e viver bem segundo o povo Baniwa no noroeste amazônico brasileiro” (2019).





