Referência no jornalismo esportivo e automobilístico, Claudio Carsughi morre aos 93 anos

O jornalista esportivo Claudio Carsughi morreu nesta quinta-feira (10/9), aos 93 anos, em São Paulo. Nascido na Itália, ele chegou ao Brasil ainda adolescente, em 1946, e construiu no país uma carreira de mais de sete décadas no rádio, em jornais e revistas impressos, na televisão e na internet.
A morte foi comunicada pela filha, a também jornalista Claudia Carsughi. Segundo a família, ele estava internado havia 27 dias após apresentar uma infecção respiratória.
Da Itália ao início da carreira no Brasil
Natural de Arezzo, na região da Toscana, Carsughi nasceu em 13 de outubro de 1932. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, deixou a Itália com a família e se mudou para o Brasil. A ligação com o país de origem, no entanto, também foi a porta de entrada para o jornalismo.
Em 1949, ainda adolescente, passou a atuar como correspondente do jornal italiano Corriere dello Sport. Do Brasil, acompanhou os preparativos para a Copa do Mundo de 1950 e iniciou uma trajetória que o colocaria entre os nomes do jornalismo esportivo e automobilístico brasileiro. Ao longo da carreira, permaneceu ligado à imprensa italiana, atuando também como correspondente de publicações como Calcio e Ciclismo Illustrato, Tuttosport e La Stampa.
Passagens por veículos brasileiros
No Brasil, a trajetória de Carsughi passou por alguns dos principais veículos de comunicação do país. Trabalhou na Gazeta Esportiva, no Jornal da Tarde, na Placar e na Quatro Rodas, onde atuou na cobertura e edição de temas ligados ao setor automobilístico. Também passou pela revista Oficina Mecânica e participou da criação da Auto&Técnica.
No rádio, teve sua principal passagem pela Jovem Pan, onde trabalhou entre o final da década de 1950 e 2015, com comentários sobre futebol, Fórmula 1 e a indústria automobilística. Também teve passagens pelas rádios Bandeirantes e Record.
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Copas do Mundo e uso de estatísticas
Como comentarista esportivo, Carsughi acompanhou cinco Copas do Mundo consecutivas: 1970, 1974, 1978, 1982 e 1986. No futebol, ficou conhecido também pelo uso de estatísticas durante as transmissões, levando números sobre as partidas para os comentários no rádio.
Automobilismo e Fórmula 1
A formação em engenharia contribuiu para sua atuação na cobertura do automobilismo e da indústria automotiva. Carsughi acompanhou a Fórmula 1 e outras competições durante décadas, além de trabalhar com a análise do mercado de veículos. Foi amigo de praticamente todos os brasileiros que correram na categoria, principalmente Nelson Piquet.
Televisão e internet
Na televisão, teve passagens pela ESPN Brasil e pelo SporTV. Mais tarde, também produziu conteúdo para o UOL, nos canais Carsughi, UOL Carros e UOL Esporte.





