Famílias se despedem de vítimas do naufrágio no Rio Solimões; veja vídeos

Familiares e amigos deram o último adeus às primeiras vítimas identificadas do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, ocorrido na última sexta-feira (13) na região do Encontro das Águas, em Manaus.
A tragédia, que já deixou duas mortes confirmadas e sete desaparecidos, abalou profundamente os municípios de Nova Olinda do Norte e Urucurituba, de onde eram as vítimas.
O corpo de Lara Bianca, 22 anos, foi velado em uma igreja evangélica no centro de Nova Olinda do Norte, cidade onde nasceu e residia. Filha única, estudante de odontologia em Manaus e prestes a concluir a graduação, Lara foi lembrada por familiares como dedicada e motivo de orgulho para a família.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o pai da jovem emocionado, debruçado sobre o caixão durante a despedida. O sepultamento está previsto para este domingo (15).
Já o corpo de Samyla de Souza, de apenas 3 anos, foi levado para Urucurituba, município às margens do Rio Madeira, onde ocorrerá o velório.
A menina viajava com a avó e o irmão, retornando para casa após um período de férias em Manaus. A família mora em uma comunidade ribeirinha na região. Até o momento, não há confirmação sobre o horário e local do enterro.

A tragédia também provocou o cancelamento das festividades de Carnaval em Nova Olinda do Norte, como sinal de luto e respeito às vítimas e seus familiares.
Investigação e buscas
A embarcação fazia o trajeto entre Manaus e Nova Olinda do Norte quando naufragou durante a navegação. Testemunhas relataram que ventos fortes e banzeiros podem ter contribuído para o acidente.
O comandante da lancha, Pedro José da Silva Gomes, de 42 anos, foi detido na noite de sexta-feira no Porto de Manaus, mas pagou fiança e foi solto neste sábado (14).
As causas do naufrágio seguem sob investigação. Neste domingo (15), equipes de resgate retomaram as buscas pelos sete desaparecidos, concentrando esforços para alcançar a estrutura da embarcação, localizada a aproximadamente 50 metros de profundidade no leito do Rio Amazonas.
A operação é considerada de alta complexidade devido à pressão da água e à visibilidade quase nula.





