Estudantes protestam após UEA manter aulas presenciais em meio à fumaça

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) decidiu manter as aulas e as atividades acadêmicas presenciais mesmo diante da fumaça densa que atinge Manaus. A decisão foi tomada após reunião do Comitê de Mudanças Climáticas da UEA, na quarta-feira (23/9). Em resposta, estudantes da instituição realizam um protesto nesta sexta-feira (25/9), a partir das 15h.
Decisão da UEA
Em comunicado, a UEA informou que a decisão de manter as atividades presenciais considerou dados técnicos sobre a qualidade do ar e os possíveis impactos da fumaça na comunidade acadêmica. A instituição afirmou que a situação continuará sendo monitorada e que a decisão poderá ser reavaliada conforme a evolução das condições ambientais e as orientações dos órgãos competentes.
Manaus enfrenta dias de fumaça e queimadas recordes. Cientistas apontam que a combinação de calor extremo e fumaça sobre a região é um dos primeiros sinais visíveis do El Niño em curso, fenômeno climático que deve se intensificar nos próximos meses e ampliar os riscos de eventos extremos.
Relatos de estudantes e reivindicações
Segundo relatos de estudantes, a universidade demorou cerca de quatro horas para se pronunciar no primeiro dia de piora da qualidade do ar. Enquanto aguardavam orientação, alguns colegas teriam passado mal nas unidades acadêmicas, apresentando sintomas como vômitos e sangramento nasal.
Os estudantes relatam ainda que o diretor da Escola Superior de Ciências da Saúde teria afirmado que, estando ou não na UEA, todos respiram o mesmo ar. Segundo os alunos, o reitor da instituição, professor Dr. André Luiz Nunes Zogahib, teria chamado os preocupados com a situação de “pseudoavaliadores da ciência” e classificado as reivindicações como “politicagem”.
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Diante do acúmulo de insatisfações, os alunos da UEA protestam nesta sexta, a partir das 15h. A pauta de reivindicações inclui o pagamento em dia das bolsas universitárias, a garantia da segurança alimentar nos restaurantes universitários, a ampliação do corpo docente, o aprimoramento dos processos de seleção e contratação de professores, a regularização dos pagamentos dos professores de Libras, além de maior diálogo e respeito por parte da Reitoria, especialmente em períodos de crise.
A reportagem entrou em contato com a UEA para solicitar posicionamento sobre as críticas e as reivindicações dos estudantes e aguarda retorno.






