Educação do Amazonas terá concurso com 7,8 mil vagas

O governador Roberto Cidade (União) anunciou nesta segunda-feira (3) a realização de um concurso público para a área da educação com 7.862 vagas destinadas à capital e ao interior do Amazonas. Segundo o governador, é o primeiro concurso da pasta em quase dez anos. O certame contempla cargos de níveis fundamental, médio e superior, incluindo oportunidades para profissionais da educação indígena e de apoio técnico.
“Nós vamos resolver essa questão de profissionais da educação em todo o interior e na cidade de Manaus. Mais de 7.800 vagas de concursos para professores e também outras áreas da educação, que nós vamos enviar mais de 4 mil desses aprovados para o interior”, afirmou Roberto Cidade.
O governador destacou ainda que já foi montada uma comissão para acompanhar o processo e que a expectativa é de que a prova seja aplicada até o final do ano. Questionado sobre os investimentos do concurso, Roberto Cidade disse que “o maior investimento é poder contratar um homem e uma mulher preparados para poder ensinar os nossos alunos”.
“Mais de 4 mil aprovados irão para o interior”
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Distribuição das vagas por cargo
Entre as vagas para o magistério, serão ofertadas 433 vagas para pedagogo, sendo 120 para a capital e 313 para o interior. O concurso também prevê vagas de pedagogo voltadas à educação indígena, com jornada de 20 horas, além de cargos de pedagogo com jornada de 20 horas e de 40 horas.
Para o Grupo Ocupacional dos Profissionais de Apoio Específico à Educação, serão disponibilizadas 1.007 vagas, sendo 286 para a capital e 721 para o interior.
No nível superior, o edital contemplará os cargos de assistente social, bibliotecário, contador, engenheiro, estatístico, nutricionista e psicólogo. Já para o nível médio, haverá vagas para assistente técnico e assistente técnico indígena. No nível fundamental, as oportunidades serão para merendeiro e merendeiro indígena.
Secretário destaca substituição do processo seletivo
O secretário de Educação, Jander Lasmar, explicou que o concurso vai substituir o modelo de processo seletivo, que precisa ser renovado a cada ano. “Essas pessoas vão ficar no quadro permanente, trabalhar com mais tranquilidade, com mais afinco e, acima de tudo, com qualidade, porque tem a segurança de poder estar no próximo ano para poder desenvolver o trabalho que começou lá atrás”, afirmou.
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“Queremos um quadro permanente na Educação”
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Segundo o secretário, a banca organizadora já está montada e o prazo para a realização da prova vai até novembro, com a convocação dos aprovados prevista para o início do próximo ano, já na próxima gestão. Lasmar afirmou que o concurso não vai onerar o Estado, pois já existe uma programação de recursos destinada ao processo.
Durante a coletiva, o governo anunciou ainda a construção de 24 escolas indígenas na capital e no interior do Amazonas. Segundo Jander Lasmar, os municípios já estão sendo consultados para a definição dos locais de construção, com o objetivo de atender às especificidades de cada povo e região.





