Fumaça toma conta de Manaus e qualidade do ar chega a nível ‘péssimo’

Manaus amanheceu nesta quinta-feira (17/9) encoberta por uma forte camada de fumaça provocada pelas queimadas na Região Metropolitana. A poluição atingiu diferentes áreas da capital e levou moradores a relatarem irritação na garganta e piora de sintomas de rinite e sinusite.
Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva) mostram que a concentração de partículas finas (MP2,5) alcançou 125,4 µg/m³ em um ponto da zona Oeste de Manaus, índice classificado como “péssimo” na escala apresentada pelo sistema.
Outras regiões da cidade também registravam níveis elevados de poluição na manhã desta quinta. O mapa apontava concentrações de 108,6 µg/m³, 103,8 µg/m³, 103,7 µg/m³ e 99,1 µg/m³, todas na faixa considerada “muito ruim”.

A fumaça tem sido percebida desde as primeiras horas do dia. Moradores relatam dificuldade para respirar em meio ao ar carregado e piora de problemas respiratórios, principalmente irritação na garganta, rinite e sinusite.
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Segundo as informações do Selva, Cacau Pirêra, na Região Metropolitana de Manaus, concentra focos de queimadas mais intensos, contribuindo para a chegada da fumaça à capital. A localização e a intensidade dos focos, porém, não são representadas diretamente neste mapa de qualidade do ar, que mostra a concentração de MP2,5 registrada pelas estações de monitoramento.

Além da zona Oeste, pontos das zonas Sul, Centro-Sul, Centro-Oeste e Leste também apresentavam níveis preocupantes de partículas no ar. O mapa registrava, por exemplo, 85,7 µg/m³ em um dos pontos e 61,2 µg/m³ em outro.





