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Como evitar golpes com deepfake: guia prático para proteger sua imagem

No Amazonas, autoridades de segurança já alertam para o uso dessa técnica em fraudes bancárias e clonagem de biometria facial
15/02/26 às 16:00h
Como evitar golpes com deepfake: guia prático para proteger sua imagem

(Foto: Freepik)

O avanço da Inteligência Artificial trouxe uma nova ferramenta para o crime organizado: o deepfake. Essa tecnologia permite criar vídeos e áudios falsos, mas extremamente realistas, capazes de simular o rosto e a voz de qualquer pessoa. No Amazonas, autoridades de segurança já alertam para o uso dessa técnica em fraudes bancárias e clonagem de biometria facial.

De acordo com o delegado Cícero Túlio, especialista no combate a crimes digitais, os criminosos utilizam fotos e vídeos colhidos na internet para criar o que ele chama de “plásticas digitais”.

“O grupo utilizava informações pessoais coletadas em bancos de dados abertos e redes sociais para criar ‘plásticas digitais’. O material era inserido em plataformas de IA capazes de gerar vídeos e hologramas altamente realistas, simulando a biometria facial das vítimas durante videochamadas”, explica o delegado.

Abaixo, listamos as principais medidas para você não se tornar uma vítima.


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Estratégias de Defesa Digital

1. Limite a exposição da sua “matéria-prima”

Para criar um deepfake convincente, os softwares de IA precisam de muitas imagens e áudios da vítima.

  • Privacidade: mantenha seus perfis em redes sociais fechados para desconhecidos.

  • Cuidado com fotos nítidas: evite postar excesso de selfies de frente e em alta resolução, que são perfeitas para o mapeamento facial feito por golpistas.

2. Force falhas na imagem (O teste do movimento)

As deepfakes atuais ainda têm dificuldades com movimentos laterais ou obstruções. Se suspeitar que está em uma videochamada com uma imagem falsa:

  • Peça o perfil: peça para a pessoa virar o rosto de lado. A IA costuma apresentar borrões (“glitches”) quando o ângulo muda.

  • Interferência física: peça para a pessoa passar a mão na frente do rosto ou coçar o nariz. Isso interrompe o mapeamento da máscara digital e revela a fraude.

3. Crie uma “Senha Familiar”

Contra o golpe do áudio clonado (quando um parente liga pedindo dinheiro com a voz idêntica à real), a melhor defesa é analógica:

  • Combine uma palavra-passe secreta com sua família. Se alguém ligar em situação de emergência, peça a senha. Se a pessoa não souber, desligue imediatamente.

4. Atenção a pedidos de biometria por aplicativos

Instituições financeiras sérias nunca pedem “selfie de confirmação” ou videochamada através de links enviados pelo WhatsApp.

  • Use apenas o App oficial: sempre que precisar validar sua identidade, saia do chat e abra o aplicativo do banco digitando a senha manualmente.

5. Monitore seu rastro de crédito

Como o objetivo do deepfake facial é quase sempre abrir contas ou fazer empréstimos, acompanhe seu CPF.

  • Ative alertas de órgãos de proteção ao crédito. Se houver uma tentativa de uso do seu nome para financiamentos, você será avisado em tempo real.

O que fazer se for vítima?

Se descobrir que sua imagem ou voz foi clonada para fins ilícitos, aja rápido:

  • Registre um Boletim de Ocorrência (BO): pode ser feito on-line pela Delegacia Interativa;

  • Denuncie via 181: caso tenha informações sobre quem está operando esses sistemas;

  • Alerte seus contatos: avise amigos e familiares que sua imagem está sendo usada em golpes.

“Proteja seus dados como se fossem dinheiro, porque, hoje, eles valem exatamente isso”, reforça o delegado Cícero Túlio.

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