Carnaval e ISTs: como evitar doenças transmitidas pelo contato e aglomerações

(Foto: Divulgação)
Com a chegada do carnaval e a intensificação das aglomerações nos blocos, cresce também a preocupação com o aumento das doenças transmissíveis. O contato físico intenso, o consumo de alimentos, bebida e as relações sexuais desprotegidas criam um cenário favorável à disseminação de infecções.
De acordo com o médico infectologista João Hugo Abdalla, nesse período é comum observar três grandes grupos de doenças com maior incidência: as transmitidas por água e alimentos, as respiratórias e as sexualmente transmissíveis.
“Temos doenças de veiculação hídrica e alimentar, causadas por água ou alimentos contaminados, que provocam infecções gastrointestinais, como diarreias, além de hepatite A e hepatite E”, explicou o especialista.
Segundo ele, vírus e bactérias como norovírus, enterovírus e salmonella também estão entre os agentes mais frequentes associados à contaminação alimentar durante grandes eventos.
Outro alerta importante envolve as doenças respiratórias, favorecidas pela proximidade entre as pessoas nos blocos e festas. “Podemos ter aumento de infecções respiratórias como influenza, covid e outras viroses, que atingem as vias aéreas superiores e inferiores”, destacou Abdalla.

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O infectologista chama atenção ainda para o crescimento significativo das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) no período carnavalesco.
Ele explica que existem estratégias complementares, como a PrEP, profilaxia pré-exposição ao HIV, mas ressalta que ela não substitui o preservativo. “O fato de usar PrEP não autoriza a não usar camisinha. Ela é um complemento, não uma substituição”, alertou.
Além do HIV, outras ISTs preocupam durante a folia. “Sífilis, herpes, gonorreia e clamídia são doenças que também aumentam nesse período. Para a sífilis, por exemplo, existe a DoxiPEP, mas ela só deve ser usada com orientação médica”, explicou.
Abdalla também lembra da importância da vacinação. “A vacina contra hepatite B é fundamental, pois a doença pode ser transmitida tanto por relação sexual quanto pelo uso de agulhas. Quem não é vacinado deve procurar se imunizar o quanto antes”, orientou.
Para reduzir os riscos, o infectologista reforça medidas simples, mas eficazes, como usar preservativo, verificar a procedência dos alimentos e bebidas e higienização das mãos.
A orientação é que, diante de qualquer sintoma persistente após a folia, a pessoa procure atendimento médico para diagnóstico e tratamento adequados.






